Servidores marcham ao Palácio Piratini para cobrar reposição salarial

Algumas categorias estão sem reajuste salarial há oito anos, desde que o governo Sartori iniciou o ajuste fiscal

Servidores públicos estaduais de diversas categorias realizaram nesta terça-feira (22) manifestações para cobrar do governo do Estado reajuste salarial após anos de vencimentos congelados. Grande parte das categorias do funcionalismo público está sem reajuste salarial há oito anos, desde que o governador José Ivo Sartori (MDB) iniciou uma política de ajuste fiscal.

Uma grande manifestação foi liderada pelos policiais civis, que realizaram uma assembleia coletiva dos sindicatos e associações que representam agentes, comissários e delegados no Palácio da Política no início da tarde. Na ocasião, eles aprovaram um indicativo de greve para o caso das negociações com o governo do Estado não avançarem. Posteriormente, dirigiram-se em marcha até o Palácio Piratini, onde entregaram uma carta de reivindicações a representantes do governo.

“O foco é a reposição salarial, pelo menos as perdas acumuladas desde o início do governo Eduardo Leite, que chegam a 23%”, disse Fábio Castro, vice-presidente da Ugeirm, sindicato que representa os agentes da Polícia Civil.

Outras categorias das forças de segurança também se somaram à manifestação dos policiais diante do Palácio Piratini. Representantes da Amapergs, sindicato que representa os agentes penitenciários, também reivindicaram reajuste salarial. “Os servidores penitenciários nunca pararam e estiveram na linha de frente ao longo da pandemia de coronavírus. Nada mais justo que sejam ouvidos e valorizados”, disse Saulo Felipe Basso dos Santos.

Paralelamente ao ato promovido por servidores das forças de segurança, a União dos Trabalhadores do Sistema de Justiça do RS também promoveu uma assembleia geral e um ato unificado nesta terça para cobrar reposição salarial para as categorias, que estão sem reajuste há oito anos e calculam que as perdas ante a inflação já acumulam 53% no período. A União pede um reajuste mínimo de 10,06%, que é o equivalente à inflação acumulada apenas no último ano.

O Sindjus também protocolou um ofício no Tribunal de Justiça pedindo a revisão da matriz salarial e uma mesa de negociação permanente para poder debater como recuperar as perdas salariais desse período. O sindicato pretende ainda protocolar junto à Casa Civil um estudo feito pela assessoria econômica da entidade que aponta que há margem nas contas públicos para a concessão de um reajuste linear de 10,06% para todos os servidores estaduais.

“O Sindjus, há mais de um mês, vem tentando um diálogo com a Casa Civil. Não conseguimos obter esse diálogo, temos estudos indicando que é possível que o governador remeta um projeto de lei com um índice maior do que os 5,53% ofertados, que há margem fiscal e orçamentária para isso sem nenhum prejuízo às contas do Estado, mas o governador parece que está intransigente nesse aspecto, quer enviar esse índice sem ouvir as entidades”, explica Fabiano Zalazar, coordenador-geral do Sindjus.

Segundo os sindicatos presentes na mobilização, a informação que as entidades têm no momento é de que o governo irá propor um reajuste de cerca de 5%, o que é equivalente ao concedido para o salário mínimo regional e aprovado pela Assembleia Legislativa em novembro de 2021.

Foto: Luiza Castro/Sul21

Fonte: Sul21

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