Senado retoma projeto que ameaça direito de greve dos bancários com texto que poderá ser votado na próxima semana

Essa é da séria mais um golpe que se arma na Congresso Nacional mais conservador da história do país e que agora se alinha ao governo do interino Temer para dar golpe nos direitos dos trabalhadores e na democracia. O direito de greve dos bancários está sob uma ameaça iminente. O Projeto de Lei do Senado nº 127, de autoria do senador Ciro Nogueira, modifica o inciso XI do art. 10 da Lei nº 7.783, de 28 de junho de 1989, para incluir todas as atividades bancárias no rol de serviços ou atividades essenciais. A aprovação do PL inviabiliza as greves dos bancários, colocando em xeque a mobilização da categoria em campanhas salariais.

De acordo com informações do Gabinete do senador Paulo Paim (PT-RS) – que é relator do PLS 127 na Comissão de Assuntos Sociais e já fez parecer pela rejeição – a matéria poderá ir à votação no Senado na próxima semana.

Ameaça ao direito de greve

O diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke, destaca que a greve tem sido o principal instrumento de luta dos bancários ao longo de sua trajetória. “Foram através de grandes paralisações que a categoria construiu as conquistas da nossa Convenção Coletiva de Trabalho. Além de essencial para a pressão sobre os bancos, a greve é um direito de livre manifestação dos trabalhadores em defesa dos seus interesses coletivos”, analisa o dirigente sindical.

Sobre o PLS nº 127

Altera a Lei nº 7.783, de 28 de junho de 1989 (dispõe sobre o exercício do direito de greve, define as atividades essenciais, regula o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, e dá outras providências) para dispor que os serviços bancários de qualquer natureza, bem como os inerentes à sua finalidade, especialmente o atendimento ao público, serão considerados essenciais.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, lembra que as conquistas dos bancários nos últimos 14 anos, como PLR, auxílios, vales e ampliação do atendimento de saúde, maior segruança, nos bancos, foram conquistadas com 14 greves consecutivas. “Nossa Campanha Salarial deste ano reitera o fato de que precisamos nos preocupar com a defesa da democracia. Quem propõe modificações na Lei de Greve não tem nenhum compromisso com os trabalhadores. Trata-se de mais um golpe se armando aos nossos direitos. Nas nossas últimas 14 greves, arrancamos 14 aumentos reais consecutivos nos nosso piso e nas verbas salariais que conquistamos nos período”, explicou Gimenis.

Fonte: Comunicação/Fetrafi-RS, com Imprensa SindBancários

 

 

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