Seminário de saúde debate adoecimento bancário

Evento definiu estratégias de enfrentamento a um dos principais problemas da categoria

O seminário de saúde “Integrando estratégias de enfrentamento ao adoecimento nos bancos”, realizado na quarta-feira, 13/3, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, foi pensado para atender um desejo da categoria. De acordo com a Consulta Nacional, realizada em 2018, o tema “saúde e condições de trabalho” está entre as maiores preocupações dos bancários.

O evento teve como objetivo socializar informações sobre atuação e negociações das COES em relação ao tema; integrar ações de conscientização e mobilização da categoria; elaborar estratégia conjunta para enfrentar a situação; definir prioridades e atualizar pauta para condução das negociações na mesa permanente.

O evento começou com a apresentação da situação atual das condições de trabalho da categoria. A gravidade da situação revela-se nos dados publicados pela previdência social, MPT, SRT’s, CEREST’S, e demais órgãos e instituições que atuam nas políticas públicas de vigilância e saúde.

Dois tipos de enfermidade são mais recorrentes entre os trabalhadores do setor e afetam parcela significante da categoria, comprometendo a capacidade laborativa dos trabalhadores: Osteomusculoesqueléticas e sofrimento psíquico ou adoecimento mental.

Na sequência, Vivian Rodrigues, técnica da subseção do Dieese na Contraf-CUT, apresentou uma síntese de várias pesquisas sobre as condições de trabalho e saúde.

Em seguida, Jacéia Netz, assessora de Saúde do SindBancários de Porto Alegre, e Carlos Miguel Damarindo, secretário de Saúde do Sindicato dos Bancários de SP fizeram uma panorâmica das dificuldades dos bancários quando adoecem diante das dificuldades de encaminhamentos junto aos bancos e ao INSS, para o tratamento bem como para retorno ao trabalho.

Já Maria Maeno contextualizou o mundo do trabalho bancário com o avanço da tecnologia, a flexibilização dos processos que afetam o perfil, a subjetividade e o modo de trabalhar.

“As apresentações geraram excelentes debates que culminaram na definição de estratégias para a realização de uma efetiva prevenção, na qual as metas e o assédio moral tornaram-se o principal fator de adoecimento. O principal de todas as propostas é que seja garantido atenção aos trabalhadores que adoeçam no trabalho e uma efetiva ação de prevenção”, afirmou Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT.

Ficou definido cinco eixos de atuação do movimento sindical bancários.

Prevenção– buscar que os bancos cumpram as normas legais de saúde, pactuando os mecanismos efetivos para isso.

Negociar um fluxo de atenção aos adoecidos e acidentados no trabalho que garanta uma efetiva recuperação, sem prejuízos funcionais, inibindo práticas discriminatórias

Garantir um retorno ao Trabalho que não penalize o trabalhador, permitindo a volta a suas funções sem perdas e de acordo com suas capacidades;

Elaborar propostas efetivas para coibir as práticas de assédio moral e organizacional, pressão por resultados e metas abusivas;

“Foi uma atividade muito representativa, com ampla participação, que permitiu acumular informações e traçar estratégias de enfrentamento ao adoecimento nos bancos. Os participantes reafirmaram que o tema saúde e condições no trabalho deve ser prioritário para o movimento bancário. No dia 27 de março teremos mesa de negociação com Fenaban sobre o tema e o seminário serviu para nos deixar bastante preparados para o debate e para avançar em conquistas que garantam uma efetiva prevenção e atenção aos adoecidos no exercício da profissão”, finalizou o secretário de Saúde da Contraf-CUT.

Fonte: Contraf-CUT, escrito por Rodrigo Zevzikovas

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