Seminário da Anapar: painelistas destacam redução das carteiras dos fundos de pensão

Também são abordados o aumento do desemprego, home office e as consequências da pandemia

Obedecendo ao horário marcado e à programação definida, o XVII Seminário de Formação da Anapar/RS começou pontualmente às 9h desta quinta-feira, 19/11, em caráter virtual. A saudação aos participantes de todo o Brasil foi feita pelo dirigente da Anapar/RS e diretor executivo do Sinttel/RS, Itamar Russo. Ele convocou a fala dos painelistas iniciais, Bernardo Baggio (gerente de Investimentos na Fundação CEEE de Seguridade Social) e o sociólogo e professor universitário Clemente Ganz Lúcio, também diretor técnico do Dieese/ES.

Anteriormente, o telão do seminário virtual mostrou os vídeos institucionais das entidades patrocinadoras do Seminário, com destaque ao SindBancários. Foram exibidas manifestações da Caroline Heidner (diretora do Sindicato), Amaro Souza (ex-secretário geral do Sindicato e ex-diretor da Fetrafi/RS) e de Gilnei Nunes (diretor de Comunicação do SindBancários).

Os participantes ressaltaram o quadro de dificuldades enfrentadas hoje pelos trabalhadores em geral no país, sob o desgoverno Bolsonaro. Amaro Souza fez uma combativa manifestação em defesa, especialmente, dos fundos de pensão dos trabalhadores bancários, como os do Banrisul, CEF, BB, BRDE e Badesul.

Fundos de pensão e títulos públicos

Em sua fala, Bernardo Baggio, o primeiro painelista do Seminário, abordou  o impacto da economia sobre os investimentos dos títulos públicos realizados pelos fundos de pensão. A queda dos juros, destacou ele, refletiu no rendimento das carteiras de todos os fundos, inclusive chegando a índices negativos em alguns meses. A taxa de juros dos EUA, através do FED (Banco Central americano), sustentando uma taxa de juros na ordem dos 1,5%, possibilitou que o Brasil mantenha sua Taxa Celic no atual patamar de 2%.

Elevação do desemprego

O segundo painelista da manhã foi Clemente Lúcio Ganz, que falou sobre o desemprego no Brasil, que começou a aumentar no pós-golpe de 2016 e de modo geral veio aumentando desde então. A leve queda no índice do desemprego, observada recentemente, está baseada num contingente de desempregados que parou de procurar por emprego – os  chamados “desalentados”. Muito por causa da aprovação da ajuda emergencial de R$ 600,00.

No entanto, como o Governo Bolsonaro reduziu pela metade esta ajuda, e pretende dentro de semanas ou poucos meses eliminar o auxílio emergencial,  é natural que as pessoas voltem a buscar uma colocação no mercado. Este movimento elevará a taxa de desemprego.

Home office e salários

Ganz frisou também que, com a pandemia, muitos empregados vêm trabalhando em home office. Com os acordos que estão sendo firmados, a tendência é que ocorra uma redução salarial e até mesmo uma onda forte – que já começou – de demissões. Ele destacou ainda que, com o isolamento maior de trabalhadores mais velhos e do grupo de risco, a  curto prazo empresas comecem a dispensar estes segmentos.

 

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