Saúde: Comissão na AL debate aumento de acidentes e adoecimento no trabalho

Trabalhadores vêem riscos na revisão das Normas Reguladores que governo Bolsonaro está encaminhando

A questão de saúde e adoecimento dos bancários é uma das mais preocupantes da categoria. A cobrança de metas abusivas, pressão, descomissionamentos, ameaças de demissão e redução de vagas, além dos assaltos a bancos, têm levado os trabalhadores ao adoecimento. Se não bastasse tudo isso, medidas do desgoverno Bolsonaro estão provocando ainda mais risco à saúde dos bancários, assim como membros de outras categorias. Entre outras medidas, a administração federal anunciou que irá fazer a “modernização” das NRs, como são conhecidas as Normas Regulamentadoras, que definem procedimentos que devem aplicados obrigatoriamente para proteção da saúde e segurança de quem trabalha. Para debater estas e outras questões ligadas ao setor, foi realizada na manhã da quarta-feira, 04/09, na Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa/RS, uma Audiência Pública sobre o tema.

Convocada pelo deputado Valdeci Oliveira (PT), a sessão no Plenarinho da Assembleia, reuniões representantes de dezenas de entidades de trabalhadores. “Estas regras são elaboradas por comissões específicas tripartites, formadas por representantes do governo, empregadores e trabalhadores”, lembrou Gelson Cardoso, da direção do SindPolo. “Mas o governo Bolsonaro deu apenas 30 dias para que tantas modificações, num assunto complexo, sejam discutidas pelos trabalhadores”, reforçou.

Maior precarização

As mudanças em estudo mas já encaminhadas pelo governo federal incluem uma série de riscos muito graves. Alguns são muito preocupantes, segundo os especialistas: Precarização dos locais de trabalho; maior ocorrência de acidentes; menor fiscalização dos órgãos públicos; menos pesquisa científica sobre o assunto; e presença de menos profissionais de saúde e segurança, além de menor investimento em treinamento, entre outras medidas.

Os representantes sindicais ainda citaram problemas frequentes que poderão se agravar, como a falta de CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) ou CATs que não exprimem o que de fato aconteceu; e o não-afastamento de trabalhador acidentado ou adoecido e que por vezes é mantido “escondido” em algum local da empresa, para que esta não precise registrar mais um acidente de trabalho.

 

Bancários em alerta

Para os bancários, com um perfil mais específico no mundo do trabalho, preocupa em especial a revisão e cortes na NR4 (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho) e na NR5 (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA), segundo a diretora de Saúde do SindBancários, Jamile de Moraes Chamum.

Corremos o risco dos exames de saúde como os de afastamento e retorno, sejam desfavoráveis aos bancários adoentados. Primeiro, havia por parte dos bancos uma caça aos trabalhadores doentes, agora a caça é aos direitos dos trabalhadores”, disse a sindicalista. “O trabalho de instruir e proteger o bancários, se for feito pelo patrão, vai ser como botar a raposa para tomar conta do galinheiro”, sintetizou. “Estamos atentos para e nfrentar mais esta maldade do gover no Bolsonaro contra os trabalhadores”, concluiu Jamile Chamum.

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