Sartori colhe nova derrota na tentativa de aprovar plebiscito, privatizar estatais e atingir o Banrisul

Por 29 votos a 23, o governo de José Ivo Sartori saiu mais uma vez derrotado na Assembleia Legislativa, em sua tentativa de privatizar as grandes empresas públicas gaúchas – como CEEE, CRM e Sulgás – que são fundamentais ao desenvolvimento do RS. A derrota da administração estadual entreguista, parece enterrar de vez a tentativa de Sartori de realizar um plebiscito sobre a privatização, que era sua última cartada neste sentido. “Como todos sabem, se ele tivesse conseguido os votos necessários na Assembleia e pudesse fazer o plebiscito – que nunca se sabe qual pode ser o resultado – ficaria mais próxima a possibilidade de entregar também ao mercado, na sequência, a joia da coroa do Rio Grande do Sul, que é o Banrisul”, diz o presidente do SindBancários.

Renegociação da dívida do RS

Everton Gimenis lembra que o governo ilegítimo de Michel Temer – afundado em denúncias gigantescas de corrupção – pretendia enfiar o banco de todos os gaúchos e gaúchas na negociação da dívida do estado com a União. “O que além do mais seria um péssimo negócio para o estado, pois a dívida seria suspensa apenas por três anos, beneficiando especialmente o governo de Sartori, mas seria retomada 36 meses depois, com os juros correndo e se transformando numa imensa bola de neve, prejudicando a população do estado e comprometendo os próximos governos”, frisou o presidente do SindBancários.

A incógnita do plebiscito

A estratégia do plebiscito sempre foi uma incógnita. Tanto que em 2016 o governo tentou arrancar da Constituição do Estado a exigência da consulta a população. Depois mudou de estratégia, lutando pelo plebiscito, talvez confiando que o desgaste diário realizado pela mídia e governos de corte neoliberal sobre as empresas públicas, levasse os eleitores a aprovarem a privatização de instituições estaduais. Para tentar atingir seu objetivo, Sartori pretendia aprovar a proposta que reduzia de 150 para 90 dias a convocação de plebiscito, para não coincidir com a realização das eleições, em outubro próximo.

Na votação realizada na tarde desta terça-feira 05/06, além das bancadas do PT, PCdoB, PDT, e Psol, três deputados do PSDB e quatro do PTB, que fazem parte da base do governo, votaram contra o projeto.

Foto: Assessoria de Imprensa Assembleia Legislativa/RS

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