Santander: saúde dos funcionários é debatida pelo Sindicato e representantes do banco.

Insitituição financeira tem dificultado acesso a tratamento de seus trabalhadores e busca de benefício previdenciário

Na quarta-feira, 24/07, em reunião dos diretores do SindBancários, a superintendente de Relações Sindicais do Santander, Fabiana Ribeiro, e a coordenadora médica do Santander, Jeisianne Soares Ramanzinni, responderam à questionamentos dos sindicalistas, que cobraram do banco uma postura mais humana com seus funcionários adoecidos pelo trabalho. O banco Santander tem abusado da prática de dificultar o acesso ao tratamento e à busca do benefício previdenciário.
Foram tratados problemas no fluxo de recebimento dos atestados, no encaminhamento de documentos necessários para perícia médica. Também foi questionado a postura de extrapolar funções que são de prerrogativa do INSS como a caracterização do nexo causal (relação da doença com o trabalho) e a colocação de informações não solicitadas pela Previdência buscando influenciar no resultado da perícia médica. “O Santander está fazendo um fluxo inadequado de encaminhamento dos casos de adoecimento e que necessitam afastamento do trabalho”, disse Mauro Salles, do SindBancários e da direção nacional da Contraf-CUT. Conforme ele, a definição de “nexo causal” sobre determinada situação de saúde não deve ser feita por um médico a serviço do banco, mas pelo INSS. “Este tipo de carimbo na CAT, que o banco tem utilizado, extrapola o alcance da empresa”, ressaltou o sindicalista.
Também foi criticada a qualidade dos exames regulamentares (demissional e periódico e de Retorno ao trabalho) que costumam não levar em conta os laudos e exames apresentados pelos funcionários, não correspondendo à real condição de saúde dos seus funcionários. “O banco, na prática, muitas vezes joga colegas adoecidos e sem condições de volta ao trabalho”, pontuou o diretor do Sindicato e bancário do Santander Luiz Carlos Cassemiro.
Retomada do trabalho
Foi citado ainda um outro problema relacionado, como a retomada do bancário depois da reabilitação. Quase sempre, fica muito difícil que o funcionário reabilitado, após o tratamento volte à normalidade no local de trabalho, pois os próprios gestores não o tratam como ‘curado’. Foi denunciado que em geral cria-se um clima de desrespeito com aquele colega.
Outro problema relatado foi quanto ao prazo muito curto, exigido pelo banco para a certificação da Anbima. Casos de colegas que retornam de licença saúde no cargo de Gerente de Negócios e Serviços com a certificação CPA da Anbima vencida, o banco tem aplicado carta de advertência. Santander sustenta que a certificação imediata é uma exigência da Anbima. Contudo, esta Associação é apenas uma entidade certificadora, sendo o BACEN o órgão fiscalizador e regulador.
E, conforme o normativo do BACEN, especificamente a Resolução 3.158/2003, no caso de o empregado passar a exercer atividade diversa, “a habilitação para o exercício da nova atividade deverá ser providenciada no prazo de um ano, contado da data da mudança de atividade”.
Práticas abusivas
Infelizmente o banco demonstrou intenção de manter algumas práticas abusivas e irregulares, mas se dispõe a buscar solução em casos específicos e melhorar o fluxo de encaminhamento dos atestados.
Para a assessora de Saúde do Sindicato, Jaceia Netz, há muita luta pela frente: “O banco Santander historicamente desrespeita as normas de saúde e nós vamos continuar defendendo a saúde dos trabalhadores”, conclui.
O diretor Cassemiro orientou que os bancários sempre procurem o Sindicato para orientações e denúncias de dificuldades que enfrentem no tratamento do banco.

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