Santander quer desconto de horas não compensadas. Bancários seguem negociando

COE volta a se reunir com direção do Santander nesta sexta para seguir debates envolvendo demandas dos funcionários

Os representantes dos funcionários do Santander voltaram a se reunir com a direção do banco nesta terça, dia 28, para debater o banco de horas, homeoffice, covid-19 e outras demandas dos bancários.

“Seguimos buscando um acordo que satisfaça os trabalhadores no que diz respeito ao banco de horas e mais proteção contra a Covid-19. A proposta do banco segue insuficiente, pois não é razoável que o Santander queira descontar as horas em folha”, afirma o funcionário do Santander, representante dos gaúchos no COE e diretor do SindBancários, Luis Cassemiro.

Na sexta, 31, o grupo volta a se reunir com o Santander.

Banco de Horas

O banco apresentou acordo em que anistia 10% das horas, porém busca validação por parte do movimento sindical dos acordos individuais com seus trabalhadores. A proposta apresentada pelo Santander ainda prevê a possibilidade que as horas remanescentes devedoras e excedentes e não compensadas até 31/12/2021 sejam descontadas em folha.

Os bancários deixaram claro seu descontentamento com a possibilidade do desconto em folha, o que não seria justo com os trabalhadores, e pediram o abono das horas que não puderem ser compensadas, lembrando do limite de compensação de 2 horas diárias. Os sindicatos ainda tentam negociar que o Santander não inclua o mês de abril na compensação.

Quanto a validação dos acordos individuais, deixaram claro que os Sindicatos são totalmente contra essa possibilidade.

LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados)

O banco indicou um termo de coleta e armazenamento de dados pessoais para seus empregados assinarem. O problema está na falta de transparência, pois o Santander não especifica as finalidades da coleta desses dados, o que viola os direitos fundamentais a intimidade, privacidade e imagem dos bancários.

O banco concordou em suspender o processo de assinatura e que irá esclarecer, por meio de comunicado, a finalidade do uso destes dados. Porém antes, o assunto voltará a ser debatido com a COE.

Os Sindicatos orientam os colegas a não assinarem o documento até que todo processo e suas finalidades estejam claros.

Testes para Covid

O Santander está disponibilizando para seus funcionários “testes rápidos”. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a parceira é farmácia Panvel. O problema é que a margem de erro destes testes é muito grande.

Testes PCR estão sendo disponibilizado por plano de saúde, quando o funcionário tiver contato com algum colega que testou positivo ou mesmo com sintoma. O tema gerou um longo debate e ficou acordado uma reavaliação do procedimento em três semanas.

Home Office

O tema também será tratado na mesa com a Fenaban, na negociação da CCT, e aprofundado na reunião desta sexta. Mas o Santander afirmou que já tem desenhado um modelo 4X1, em que o funcionário passaria 4 dias em homeoffice e 1 na agência. Por enquanto, manteria o “VA e VR”.

Várias questões foram abordadas, como as áreas que poderiam realizar esse modelo de trabalho, capacitação e ergonomia. Segundo o banco, em um primeiro momento o homeoffice não está sendo pensado para áreas de varejo, somente para algumas áreas departamentais.

PLR

A COE reivindicou a antecipação do pagamento da PLR para ajudar os funcionários nas suas finanças neste momento de pandemia. O tema também será retomado na reunião entre COE e Santander desta sexta.

Fonte: Imprensa/SindBancários

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