Santander faz imposições e cobranças abusivas em plena pandemia

Limitações e determinações impostas pelo banco trazem insegurança para os funcionários

Como está acontecendo em outras regiões do estado e país, na área de abrangência do SindBancários de Porto Alegre e Região o Santander está se mostrando um dos campeões de cobranças abusivas de metas, custos pessoais e imposições de risco aos seus funcionários, em plena pandemia de Covid-19. “Mesmo trabalhando em home office, o banco não disponibiliza que o empregado leve seu equipamento de trabalho para casa – obriga-o a ter e usar seu próprio computador ou notebook. E o banco ainda vistoria para ver se aprova a máquina pessoal do bancário”, diz a diretora sindical Natalina Gué (foto abaixo). Ela explica que até mesmo o telefone pessoal dos funcionários termina sendo disponbilizados a clientes do banco. Também funcionária do Santander, a sindicalista aponta ainda outro problema grave: a cobrança de metas elevadas dos funcionários, como se Porto Alegre, o Brasil e o mundo estivessem em situação de normalidade.

Trabalho presencial

Em relação ao trabalho presencial nas agências, Natalina informa que o Santander disponibilizou apenas duas máscaras de tecido a cada funcionário. “Ora, é claro que num regime de trabalho puxado e cotidiano como este, os colegas não se sentiram seguros e compraram mais máscaras para usar no trabalho, com seu próprio dinheiro. A maioria também comprou máscara de acetato, mas o banco já anunciou que não vai reembolsar ninguém por isso”, detalha a diretora do SindBancários.

Painéis de acrílico

Sobre o uso de placas de acrílico, utilizadas em frente aos caixas e no contato direto com o público, os representantes do banco espanhol já avisaram: não vão gastar com essa proteção, pois não consideram o equipamento necessário. “Quando os funcionários e o Sindicato questionam, os gerentes e diretores do banco põem a culpa nas autoridades locais, que não exigiram nem a máscara de acetato nem o painel de acrílico”, enfatiza Natalina Gué, que vem recebendo informes constantes dos colegas do banco.

Metas abusivas exigências

Outro aspecto é que o Santander cobra dos funcionários um aumento ou manutenção de metas de serviços e vendas como se o estado, o país e todo o planeta não estivessem enfrentando uma enorme pandemia, com 26.754 óbitos confirmados no Brasil até a última quinta, 28/05, e queda de 1,5% do PIB no último trimestre, conforme o IBGE. “O banco cobra dos bancários a venda de seguros, investimentos, abertura de contas, como se estivesse tudo normal”, aponta a sindicalista. Ela chegou a encaminhar uma reclamatória ao RH geral do Santander, em São Paulo, mas não houve qualquer mudança. “Vamos continuar pressionando para salvaguardar a saúde e as condições de trabalho dos colegas”, concluiu Natalina Gué.

Fonte: Imprensa SindBancários

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