Santander demite colegas em plena pandemia

Na contramão da recuperação de crises e das promessas de produzir empregos com a reforma Trabalhista de 2017, o banco Santander mantém demissões contrariando até compromissos em acordos emergenciais fechados durante a crise da Covid-19

O Santander tem faltado com a palavra quando o assunto é manter os empregos dos colegas bancários durante a pandemia. E não é somente o movimento sindical que acusa o banco de não cumprir com acordos emergenciais de manutenção de emprego fechados durante a crise da Covid-19.

Até o jornal Folha de S. Paulo em matéria publicada no início de agosto afirmou isso. O banco espanhol havia demitido 433 funcionários em todo o país, segundo levantamento dos Sindicatos dos bancários de todo o país com dados até hoje quarta-feira (12/08) este número passa de 800 demissões, podendo ainda ser maior pois o banco não divulga os dados. Em 12 meses (de junho de 2019 a junho de 2020), foram fechados 2.564 postos de trabalho, sendo que 844 apenas no segundo trimestre/20, ou seja, durante o período de pandemia da Covid-19. Foram fechadas 93 agências em doze meses, sendo 50, entre março e junho de 2020.

O Santander já está sendo reconhecido como o único entre os maiores bancos do país a não respeitar o compromisso pela não demissão de funcionários neste período de pandemia.

O Brasil não só continua liderando o resultado global do grupo espanhol, como aumentou seu percentual nesse resultado, o lucro obtido no país representou 32% do lucro global. Ou seja, os trabalhadores do Brasil são responsáveis pelo maior percentual do lucro global do banco. Isto mostra uma grande falta de responsabilidade com o Brasil e com seus trabalhadores.

“É mais um grande equívoco do Santander fazer trabalhadores e trabalhadoras, pais e mães de família, perder o emprego em plena pandemia. É uma falta de empatia transformar colegas que fazem o lucro do banco com seu trabalho em estatística de desemprego numa hora terrível como esta que estamos vivendo”, lamentou o diretor do SindBancários e funcionário do Santander, Luiz Cassemiro.

Quer saber mais uma incoerência do banco? O Santander foi um dos mais ativos apoiadores da Reforma Trabalhista de 2017. E sabe qual era a promessa daquele governo Temer com a reforma Trabalhista?

Que iria aumentar o número de empregos. O tempo não perdoa. O banco que ajudaria a superar a crise do país, agora ajuda a aprofundá-la, fazendo o que prometeu não fazer e sem cumprir a palavra: demitir colegas que trabalham muito para que o banco lucre sempre. Mesmo nas piores crises. Lamentável!

Fonte: Imprensa SindBancários 

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