Santander demite colegas com décadas de casa, do grupo de risco, por telefone

Se já não bastasse contrariar compromissos fechados em acordos emergenciais durante a pandemia, banco demite funcionários com décadas de casa sem demonstrar o mínimo respeito por eles

Que banco nenhum dá bom dia a gente já sabe. Agora, a crueldade e a falta de respeito com que o Santander vem tratando seus funcionários é novidade e beira ao absurdo. A instituição financeira espanhola está demitindo em plena pandemia bancários que se dedicaram por décadas ao banco, e ainda por telefone! A situação fica ainda mais  grave quando colegas dispensados estão no grupo de risco.

As demissões no Santander, durante a pandemia, não são de hoje. Em agosto, o SindBancários já denunciava algumas dispensas na base de Porto Alegre, que contrariavam o acordo emergencial assinado com os Sindicatos dos Bancários de não demitir ninguém durante a crise da Covid-19. E essa postura é organizacional, pois sindicatos de todo o Brasil vem denunciando situações semelhantes.

“O caso é grave não somente pela demissão acontecer na pandemia, de colegas que estão em grupo de risco, mas também pela forma desrespeitosa como o banco trata seus funcionários. Temos bancários que se dedicaram exemplarmente por mais de 20 anos à instituição e agora, simplesmente, receberam um telefonema informando de sua demissão”, analisa o funcionário do Santander e diretor do SindBancários Luiz Cassemiro.

Entre os casos, está a de uma colega em grupo de risco, com mais de 20 anos de casa, cujo cargo permitia trabalhar em homeoffice. O link para realizar o serviço no homeoffice foi solicitado ao banco, porém o computador da colega não operacionalizava o programa do banco. Em vez de um telefonema do Santander de que o equipamento estava sendo disponibilizado, a colega recebeu uma ligação informando-a de sua demissão.

Lucro, lucro e mais lucro

O discurso do Santander os brasileiros conhecem bem, só falta demonstrar essa disposição na prática. Um exemplo foi a Reforma Trabalhista de 2017, apoiada pelo Santander para o Brasil gerar empregos. Mas em vez de contratar, o banco demite bancários com anos de casa.

Também é um fato que o presidente do Santander, Sergio Rial, vive exigindo do governo segurança jurídica e estabilidade macroeconômica. Mas o funcionário não tem apoio nem respeito às condições de trabalho. O banco recebeu ajuda financeira e apoio do governo, mas para o bancário é só aumento de pressão.

Não dá pra esquecer também que o Brasil é o país que mais gera lucro para todo o grupo Santander. E este ano, o Brasil não só continuou liderando este ranking, como aumentou sua participação, com o lucro gerado no país atingido 32% de todo o resultado mundial do Santander.

Ao mesmo tempo em que os trabalhadores brasileiros são responsáveis pelo maior percentual do lucro global do banco, o reconhecimento para alguns bancários vem dessa forma, por meio de demissões. Um absurdo!

Fonte: Imprensa/SindBancários

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