Santander: criminosos rendem funcionários e assaltam agência Passo D’Areia

Na manhã desta sexta-feira, bancários ficaram por 50 minutos sob a mira de armas

No início da manhã desta sexta-feira, 23/10, quando chegavam para iniciar sua jornada de trabalho, os seis funcionários da agência do Santander da Avenida Assis Brasil, no bairro Passo D´Areia, em Porto Alegre, foram rendidos por quatro criminosos armados. O vigilante do banco também foi ameaçado e teve que entregar o revólver calibre 38.

Após se apossarem de uma quantia não revelada de dinheiro e do dispositivo que armazena imagens da câmera de monitoramento, os assaltantes fugiram, levando mochilas nas costas. Alguns relatos dizem que escaparam a pé, mas a polícia está investigando. Acionados, os policiais militares do 11º BPM realizaram buscas na região.

Uma equipe da 1ª Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, assim como técnicos do Instituto-Geral de Perícias (IGP), estiveram também na  agência bancária para obter as primeiras informações e pistas deixadas pelos criminosos.

Sindicato presente

Diretores do SindBancários  também estiveram no local do assalto, nesta manhã, e encaminharam medidas para garantir o bem estar dos colegas. “Conversamos com a gerência e obtivemos o fechamento das portas da agência nesta sexta-feira”, relatou o sindicalista e funcionário do Satnader, Luiz Carlos Cassemiro. Após falarem com os policiais, os bancários foram liberados e voltaram para suas casas. Cassemiro disse que também a emissão de CATs (Comunicação de Acidente de Trabalho) foi solicitado pelo Sindicato e está sendo providenciada pela instituição bancária.

Responsabilidade do banco

Outra diretora do SindBancários e empregada do Santander, Natalina Gué, acrescentou que os assaltantes ficaram  por cerca de 50 minutos dentro da agência bancária. “Os colegas ficaram durante um longo período sob a mira de armas, esperando passar o tempo para o dispositivo de abertura do cofre funcionar, e isso nos preocupa também pelas sequelas psicológicas que este tipo de situação provoca  muitas vezes”, disse.

Ela lembra que o banco nem sempre investe suficientemente nas medidas de segurança necessárias e costuma, em algumas situações, responsabilizar as vítimas (no caso, os bancários) pelo que acontece. “Esperamos que esta situação não se repita, pois basta o terror de ficar sob a mira de armas e ameaças”, concluiu Natalina.

Fonte: Imprensa SindBancários, com informações de RGN e GaúchaZH Foto: Arquivo/Imprensa SindBancários

 

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