Salários: Fipe e Dieese confirmam acerto do CCT dos bancários

Reajuste com validade de dois anos terminou garantindo aumento real à categoria

Levantamento sobre as negociações salariais de 2019, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostra que apenas 49,4% das categorias conseguiu obter reajuste com aumento real de salários, segundo reportagem publicada na quinta-feira, 23, pelo jornal Valor Econômico. Esta é mais uma demonstração da posição acertada tomada pelo Comando Nacional dos Bancários na negociação do último acordo coletivo em 2018, com validade por dois anos.

Os dados são semelhantes ao do levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que aponta que 49,9% das negociações conquistaram aumento real no ano passado. No boletim “Cadernos de Negociação”, o Dieese ressalta que “mesmo com inflação baixa, apenas metade dos reajustes resultou em ganhos reais”.

Convenção Coletiva de Trabalho

Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, os dados de ambas as entidades confirmam o acerto da estratégia de negociação do Comando Nacional dos Bancários. Ainda em 2018, foi firmada uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Ela garantiu a manutenção dos direitos da categoria até 31 de agosto de 2020 e o reajuste com aumento real nos salários e demais cláusulas econômicas da convenção de 1%, bem acima da média dos aumentos reais que, segundo o Dieese, ficou em 0,2%.

Juvandia Moreira disse ainda que a queda dos salários e de direitos tem a ver com a política econômica neoliberal adotada pelo governo, que coloca os interesses do mercado em primeiro lugar. “Mas os bancários vão lutar por aumento real e direitos como sempre fizemos”, concluiu.

Estratégia

Não fosse a estratégia do Comando Nacional dos Bancários, o aumento real e muitos direitos estariam em risco já em 2019”, complementa o presidente do SindBancários. “Neste ano teremos que manter esta mesma mobilização e a união da categoria para obtermos sucesso em nossas negociações”, finalizou Everton Gimenis.
Em 2018, 75,5% das negociações conquistaram aumento real, segundo levantamento da Fipe.

Fonte: Contraf-CUT e Imprensa SindBancários

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