Reunião esclarece novo processo de reestruturação na Caixa

Encontro virtual da terça-feira, 15/12, teve participação de colegas, que trouxeram demandas para dirigentes sobre a falta de diálogo, respeito a acordo coletivo de trabalho e a importância de organizar a resistência

A reunião virtual entre colegas da Caixa e dirigentes, na noite da terça-feira, 15/12, cumpriu seu objetivo, superou as expectativas e contou com as presenças da Conselheira Eleita pelos empregados da Caixa, Rita Serrano, e da Coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. Os colegas trouxeram demandas ao contarem histórias sobre os efeitos danosos da nova reestruturação da Caixa em suas vidas pessoais.

Esses depoimentos serviram para que os dirigentes do SindBancários tivessem mais dados sobre este novo passo que o governo federal dá para colocar em ainda maior risco a condição de banco público com compromisso social da Caixa.

Os dirigentes estão atentos à falta de negociação da direção da Caixa com os trabalhadores, como garante o Acordo Coletivo de Trabalho, na medida em que essas mudanças não são informadas e debatidas nem com dirigentes sindicais nem com os próprios colegas, que sofrem os efeitos dessas mudanças intempestivas.

As informações ajudam a montar estratégia de resistência pelo Sindicato e entidades representantes em todo o país para que os colegas não sofram os efeitos danosos de uma reestruturação mal feita.

Os colegas também puderam ouvir a importância de estarem ligados não só na manutenção de seus empregos, mas também na luta coletiva contra as constantes ameaças a Caixa pública.

A conselheira de Administração da Caixa, Rita Serrano, eleita pelo voto dos empregados, e a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt, participaram da reunião, tirando dúvida e conversando sobre as angústias e dificuldades.

A diretora de Políticas Sociais da Fenae e do SindBancários, Rachel Weber, avaliou a reunião como participativa e de conteúdo muito qualificado. “É muito importante a nossa organização. Vamos continuar fazendo essas reuniões para buscar soluções coletivas para os nossos problemas. Também precisamos compreender o atual contexto político. O governo federal tem uma política de desmonte do patrimônio público. A Caixa está em permanente risco de desmonte para ser privatizada”, salientou.

Para a diretora do SindBancários, Caroline Heidner, estamos num momento de organizar a mobilização. “Muitos colegas já se mobilizam em torno das atividades propostas pelas entidades representativas, o que é muito importante, mas é fundamental que todos assumam a responsabilidade de disputar a opinião das pessoas do seu meio – é preciso convencer o colega do lado, o familiar, o vizinho, o porteiro do prédio sobre a importância da Caixa ser mantida 100% pública e ter seu quadro de empregados ampliado para melhor atender a população”, avaliou.

A diretora do SindBancários, Virginia de Faria, exaltou a importância das demandas dos colegas para ajudar na organização de estratégias de atuação do Sindicato e do movimento sindical nacional.

“Não queremos dizer se a Caixa deve ou não fazer reestruturações. Cobramos este tipo de reestruturação feita sem chamar o movimento sindical e muito menos os empregados. Isto está no acordo coletivo. Qualquer movimento que tenha os empregados envolvidos que a Caixa chame o movimento sindical também”, detalhou Virginia.

Questão de vidas

A diretora Virginia de Faria fez questão de deixar claro o que os colegas pensam das reestruturações da Caixa. Os administradores têm o direito de fazê-las.

Agora, como faz é o “x” da questão. “Não estamos falando que as pessoas não podem sair das áreas meios e voltar para a agência. Não consideramos isso uma punição. Estamos falando sobre a forma e o conteúdo de como a Caixa está fazendo a reestruturação”, detalhou Virginia.

Colegas que trabalham por muitos anos em uma cidade têm a vida estruturada, com rotinas para os filhos pequenos, de um dia para outro se veem transferidos para outra cidade há duas horas ou mais de distância.

“Essas mudanças são feitas sem conversar com os colegas, sem avisar. Fazem as pessoas mudarem de uma unidade para outra, de um lugar para outro, de um dia para o outro. Alguns colegas vão para outros municípios. Nessa época de final de ano, é complicado se mudar tendo crianças pequenas na família”, finalizou Virginia.

Fonte: Imprensa SindBancários

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