“Quem está causando transtornos é o golpista Temer”, rebate CUT-RS em caminhada nas ruas de Porto Alegre

Mesmo sem parar os ônibus e o Trensurb em Porto Alegre, após a repressão da Brigada Militar que jogou bombas de gás para dispersar os piquetes nas garagens das empresas, a greve geral desta sexta-feira, 30/6, parou vários estabelecimentos comerciais, que não abriram as suas portas porque os empregados não vieram trabalhar.

Uma caminhada da CUT-RS e centrais sindicais saiu por volta das 7h15 do Terminal Cairu e percorreu a Avenida Farrapos até terminar na Esquina Democrática, no centro da capital gaúcha, onde houve manifestações das entidades, explicando as razões do movimento para a população.

A mobilização integra o dia nacional de greves, paralisações e protestos contra as reformas da Previdência e Trabalhista e a lei da terceirização sem limites do presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB) e por “Fora Temer” e “Diretas Já”.

“Quem está causando transtornos é o golpista Temer, que está infernizando a vida de milhões de brasileiros com essas reformas que retiraram direitos trabalhistas e previdenciários”, afirmou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, durante a caminhada, ao rebater a “ladainha” das emissoras de rádio, que acusam outra vez os manifestantes de provocar “transtornos” na cidade, sem abrirem espaço para ouvir os dirigentes sindicais sobre a pauta das entidades.

Nova escravidão

Claudir alertou que a reforma Trabalhista entrou na reta final de tramitação no Senado, cujo presidente quer aprová-la em plenário antes do recesso de julho. “Apesar de estar enrolado até o pescoço com denúncias de corrupção, Temer está transtornando o Brasil com esse projeto de mudanças na legislação, que irá acabar com direitos conquistados com muita luta ao longo da história, se for aprovado no Congresso Nacional”.

Para ele, “a reforma Trabalhista não é uma modernização da CLT, mas sim uma cruel retirada de direitos que, longe de gerar empregos para aquecer a economia, irá precarizar o trabalho e jogar milhões de trabalhadores na miséria, levando a uma nova escravidão no país”.

Mobilização continua

Apesar da chuva, que começou a cair na madrugada, as mobilizações continuam também em pelo menos 32 municípios no interior do Estado. Há também bloqueios de várias rodovias, com o apoio dos movimentos sociais como o MST, chamando a atenção dos motoristas para os “transtornos” das propostas de Temer.

Trator na rodovia

Há ainda paralisações de diversas categorias, como professores federais e estaduais, municipários, bancários, metalúrgicos e trabalhadores na alimentação, dentre outros. “Não vamos descansar enquanto não enterrarmos essas malditas reformas desse governo, que veio de um golpe, não tem credibilidade e quer varrer os direitos do povo brasileiro”.

Fonte: CUT-RS

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