Presidente do Bradesco repete chororô das mesas de negociação na grande imprensa

O presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, foi à grande imprensa na segunda-feira, 26/10, repetir mais uma vez o que o Comando Nacional dos Bancários tanto ouviu nas mesas de negociação com os banqueiros da Fenaban. Além do chororô pela crise financeira, Trabuco saiu com a pérola de que o reajuste de 10% que os bancários de todo o país conquistaram com a greve nacional de 21 dias irá desafiar a rentabilidade dos bancos. Trabuco disse que a crise financeira vai afetar os bancos porque o PIB caiu e deve repercutir na queda dos empréstimos.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, contestou a tese do banqueiro. Segundo o presidente, os bancos, com ou sem crise, foram dos poucos setores da economia que fecharam o primeiro semestre com lucro. Somando os lucros dos seis maiores bancos públicos e privados (Bradesco, Itaú, Santander, Caixa, Banco do Brasil e Banrisul), o lucro líquido nos primeiros seis meses do ano foi de R$ 36,6 bilhões, 27,4% superior ao mesmo período do ano passado.

“O presidente do Bradesco manifestou um esquecimento seletivo. Ele não disse que a primeira proposta que eles fizeram foi um retrocesso. Ofereceram 5,5% de reajuste e abono. Queriam forçar um acordo que nos levasse de volta aos anos 90, quando o neoliberalismo achatou salários e cortou empregos. A nossa greve de 21 dias quebrou esta tentativa. Rompemos a barreira do retrocesso e conquistamos o 12º aumento acima da inflação consecutivo”, avaliou Gimenis.

A greve dos bancários iniciou-se em 6 de outubro. Os banqueiros da Fenaban ofereceram aumento de 5,5% no dia 25 de setembro. Os bancários rejeitaram em todo o país. Na segunda-feira, 26/10, os bancários reunidos em assembleias por todo o país aceitaram a proposta da Fenaban, de 10% de aumento nos salários, e 14% nos vales.

Leia íntegra da reportagem da Folha de S. Paulo com o presidente do Bradesco Luiz Trabuco.

Reajuste dos bancários desafia rentabilidade dos bancos, diz presidente do Bradesco

TONI SCIARRETTA

DE SÃO PAULO

O presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, disse nesta segunda-feira (26) que o reajuste de 10% proposto aos bancários, que estão em greve há 21 dias, desafia a rentabilidade do setor financeiro.

O motivo, segundo o presidente do segundo maior banco privado do país, é que a desaceleração dos empréstimos, o principal produto dos bancos.

Greve nos bancos em SP

“É um reajuste importante para um ano em que a economia não está andando. É um desafio muito grande para os bancos porque o principal produto, que é o crédito, não tem crescimento”, disse.

Para Trabuco, 2015 chega ao último trimestre com pouco a comemorar e as expectativas são grandes para o próximo ano.

“2016 está para ser conquistado. Temos de construir a partir dessa base que nos foi dada pela realidade. O crédito está muito fraco porque o PIB desceu mais do que o esperado. A expectativa é de uma estabilização da economia. E a estabilização pode entrar com investimento. Tem muita coisa para ser feita e ser financiada. Mas existe um compasso de espera”, disse.

O presidente do Bradesco defendeu que o governo adote uma pauta mínima, de emergência, para viabilizar a retomada.

“Enquanto o câmbio está neste nível, o Brasil está muito apetitoso para investidor estrangeiro. O mundo tem liquidez, o câmbio favorece, nós precisamos acertar e separar o que é a economia real do mundo dos políticos”, disse Trabuco.

Fonte: Imprensa SindBancários

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