Presidente da Fecomércio revela influência do alto empresariado sobre decisões de Sartori

Quando o SindBancários, outras entidades de trabalhadores e movimentos sociais dizem que o governador José Ivo Sartori aplica em seu governo as regras ditadas pelo grande empresariado e os banqueiros, muitos não concordam. Através de frases de efeito, como “meu partido é o Rio Grande”, que mais escondiam do que esclareciam o povo sobre suas reais intenções, ele ganhou as eleições. “Mas as medidas tomadas pelo governador mostram que Sartori está de fato aplicando o receituário neoliberal”, afirma o presidente do Sindicato, Everton Gimenis.

Entrevista esclarecedora

A confirmação está na entrevista concedida pelo presidente da Fecomércio, Luis Carlos Bohn, à Rádio Gaúcha, no dia 26 agosto passado. “Na nossa opinião”, disse Bohn, “apesar do ritmo lento dele, o governador tem feito as políticas que nós aconselhamos”, afirmou o empresário. Como exemplos, ele citou a reforma da Previdência estadual, a extinção de secretarias e fundações, e a redução de cargos de confiança.

Questionado pelo repórter sobre a possível venda do Banrisul, o líder empresarial ressaltou que, neste momento da economia brasileira, a venda não renderia muito: “Não seria um bom negócio para o governo”.

Ongs e iniciativa privada

No entanto, Luis Carlos Bohn citou outros órgãos que poderiam ser vendidos, como “a Cesa e os presídios, através de concessões…”. Além disso, sugeriu que outras entidades – como a Fundação de Atendimento Sócio-Educativo, a Fase, que atende menores em situação de risco – “poderiam ser transformadas em ONGs…”

Endurecer com os servidores

Prosseguindo em sua receita de estado mínimo neoliberal, o presidente da Fecomércio deu conselhos ao seu amigo José Ivo Sartori: “Ele não deve se intimidar com as ameaças de paralisação” (dos professores e policiais), afirmou. “Isto é uma insubordinação das corporações para com o governador, que é comandante! Tem que cortar o ponto (dos grevistas), ter firmeza e não se intimidar!”, reforçou o empresário.

Orientação para 2016

Na entrevista radiofônica, Bohn também já adiantou a política que o governo Sartori deverá tomar de 2016 em diante: “A partir do próximo ano o governador tem que começar a fazer investimentos, em parceria com a iniciativa privada”.

“Esta entrevista, entre outras atitudes, reforça a nossa certeza de que o governo José Ivo Sartori foi eleito para aplicar toda a dureza do neoliberalismo sobre os trabalhadores e trabalhadoras do estado”, diz o presidente do SindBancários.

“As metas do governador e seu secretariado são baseadas em documentos como a Agenda 2020 do empresariado, aproveitando a situação de crise para entregar as estatais restantes à iniciativa privada e arrochar trabalhadores”, reforça Everton Gimenis. “Mas vão enfrentar toda a nossa resistência”, garante o sindicalista.

 

Escute aqui a íntegra da entrevista, pelo link abaixo:

http://migre.me/rGq4u

 

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