Por transparência, Sindicatos aguardam Santander para falar sobre call center

Banco deve iniciar operação com terceirizados no Rio Grande do Sul. SindBancários, Fetrafi-RS e Sindicatos do Interior querem reunião

O SindBancários, junto à Fetrafi-RS e Sindicatos do Interior, segue buscando uma reunião com o Santander para falar sobre as terceirizações e operações de cell center, que devem ser instaladas em 2021 no Rio Grande do Sul. A princípio, uma reunião aconteceria na sexta, 2/10, porém foi cancelada por parte do banco. Não houve mais retorno para uma nova agenda.

O Sindicato quer mais transparência por parte do Santander. Através de notícias da imprensa, foi divulgado que o banco espanhol criará uma central em Novo Hamburgo para atender de forma remota todos os seus clientes no Brasil. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde as operações se encontram instaladas atualmente, não param de chegar denúncias de bancários que estão sendo demitidos ou realocados.

As notícias que chegam é que o Santander estaria terceirizando essas funções. Este procedimento só precariza as condições de trabalho e emprego, pois o banco demite bancários para contratar no lugar terceirizados, que recebem um salário menor e tem menos direitos que a categoria.

“O Sindicato quer mais informações sobre essas mudanças que o banco está promovendo. Por mais que consideramos positiva a abertura de novas vagas de emprego no Rio Grande do Sul, não há como não se solidarizar com os colegas de São Paulo e Rio de Janeiro que estão perdendo seus empregos. E pior: o Santander estaria trocando empregos dignos por empregos precários, terceirizando as funções?” questiona o bancário do Santander e diretor do SindBancários, Luiz Cassemiro, que também representa os gaúchos na Comissão de Organização de Empresa (COE) do Santander.

Além das dúvidas sobre o modelo de contratação dos funcionários – todos os bancários serão substituídos por terceirizados? -, os Sindicatos querem saber como serão as fases de implementação do Call Center. Os Sindicatos de São Paulo e do Rio de Janeiro também vem cobrando reuniões com a direção do banco, tendo em vista que as demissões estão ocorrendo diariamente.

Demissões atingem milhares no sudeste

Conforme o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, as demissões no Vila Santander são diárias. Alguns bancários recebem a dispensa por telefonema. Outros, são convocados para trocar seus notebook, sendo surpreendidos com a demissão quando chegam. Tudo isso vem ampliando o ambiente de medo nas unidades do Santander.

“Isso demonstra uma completa indiferença pelo emprego de 3 mil pessoas, pais e mães de família que se dedicam e se esforçam muito para atender da melhor forma milhares de clientes diariamente”, afirma a diretora do Sindicato de São Paulo e bancário do Santander, Lucimara Malaquias.

No Rio, os relatos de demissões também são constantes e os Sindicatos já começam a organizar ações mais enérgicas contra o Santander.

Bancários x Terceirizados

Há um precipício enorme entre a remuneração de um bancário e de um terceirizado. Por anos, o SindBancários, junto a outros sindicatos e Centrais do país, lutou contra a terceirização irrestrita. Infelizmente, em 2017, o Congresso permitiu a terceirização de serviços considerados essenciais pelas empresas, mais um duro golpe nas condições de trabalho dos brasileiros.

Enquanto um bancário recebe R$ 2.437,79 de piso, o terceirizado recebe menos da metade: apenas R$ 1051. A PLR dos bancários, que é equivalente a 2,2 salários + 5.059,08, é de apenas R$ 198 para os funcionários terceirizados.

Fonte: Imprensa/SindBancários com informações de SP Bancários

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