Por que a máscara PFF2 salva vidas?

Alertas de que novas cepas do coronavírus podem ficar fora do escopo das vacinas transformam as máscaras decentes em equipamentos capazes de preservar a saúde nos locais de trabalhos dos(as) bancário(as). Banqueiros resistem em dar segurança e proteção à vida dos(as) bancários(as), distribuindo equipamentos de proteção individual de baixa qualidade

Preste bem atenção nas seguintes orientações sobre a importância das máscaras PFF2 para os(as) bancários(as). Mesmo que recentemente os(as) bancários(as) tenham sido incluídos como grupo prioritário no Plano Nacional de Imunização (PNI), vamos precisar da “peça facial filtrante” para preservar a nossa saúde e de nossos familiares de forma eficiente.

Na semana passada, mais precisamente na quarta-feira, 7/7, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou um alerta que devemos levar muito a sério. Mesmo com as vacinas, mesmo que a população brasileira chegue à marca de 75% da aplicação das duas doses nos mais de 200 milhões de brasileiros, vamos precisar continuar usando as máscaras.

E as de tipo PFF2 são as mais eficientes até no que diz respeito ao custo/benefício. O alerta da OMS partiu do seu diretor-geral, Tedros Adhanon Ghebreyesus. As novas variantes, como a delta, aquela que tem alta capacidade de infecção e que apavorou a Índia e agora está levando a Europa ao pânico, podem fugir ao escopo protetivo das vacinas à disposição, ainda mais que há uma tendência de relaxamento na sociedade quanto à aplicação de medidas sanitárias.

O diretor-geral da OMS diz que “atualmente [essas variantes] estão vencendo a corrida contra as vacinas”. Isso significa que estamos longe ainda de atingir aquele ambiente seguro para vida voltar ao normal. Isso porque a produção de imunizantes e distribuição equitativa estão longe do ideal.

No Brasil, por exemplo, ainda não atingimos a aplicação de segunda dose em 20% da população. E se formos considerar o volume de doentes de Covid-19, podemos ter chegado já a mais de 20 milhões, com mortes já acima de 530 mil no Brasil. Esses dois números podem ser ainda maiores na realidade se levarmos em conta o baixo volume de testes aplicados desde o início da pandemia em março de 2020.

É, claro, que já há estudos na Inglaterra que apontam que as vacinas à disposição são capazes de imunizar 90% contra qualquer cepa. Aqui vai um esclarecimento. Uma coisa é dificultar a infecção, outra é prevenir contra a doença Covid-19.

As vacinas são eficientes, por certo, mas podem atuar para amenizar efeitos da doença e a necessidade de hospitalização. A máscara então torna-se um tipo de proteção que pode atuar até como uma vacina.

Atenção: a máscara atua como vacina, mas não a substitui. Você deve se vacinar até se a comunidade médica e científica orientar para a necessidade de uma terceira dose. E continuar usando máscaras.

“Não há como fazer projeções de vida voltar ao normal”

O diretor de saúde da Contraf-CUT e do SindBancários, Mauro Salles, tem atuado junto ao Comando Nacional dos Bancários no sentido de preservar a saúde dos(as) bancários(as). O primeiro passo depois de uma longa negociação e pressão sobre autoridades sanitárias e políticas, foi incluir os trabalhadores do ramo financeiro no PNI.

Agora, é preciso se ligar nos números e no que podemos fazer para prevenir a vida dos colegas que estão no front do trabalho presencial nas agências bancárias. Diante da incerteza d entrega das doses necessárias em um curto espaço de tempo, temos que fazer pressão nos bancos para que essas instituições milionárias forneçam os equipamentos de proteção mais eficientes, como é o caso da PFF2 e da N95 (saiba a diferença entre elas mais abaixo).

“Os bancos são obrigados a fornecer máscaras. Estamos cobrando que as máscaras fornecidas sejam adequadas (N95 e PFF2), especialmente pelos ambientes bancários que não têm ventilação adequada”, explicou Mauro.

O dirigente conta que participou de uma reunião entre o Comando Nacional dos bancários e cientistas da Fiocruz há cerca de um mês e que os alertas são muito importante e devem ser seguidos à risca.

“Ouvimos que só vamos ter um ambiente mais seguro com a vacinação da segunda dose em 75% da população. Estamos longe disso no Brasil. Não há como fazer projeções de vida voltar ao normal”, alerta Mauro Salles.

Outra questão diz respeito à forma como o governo federal trata a questão das vacinas e da proteção. Podemos dizer que, depois da CPI da Pandemia no Senado Federal, estamos diante de agentes de governo que não só desestimulam o uso de proteção como as máscaras e promovem aglomerações, como são suspeitos de jogar com a vida dos(as) brasileiros(as) para lucrar com vendas de vacinas suspeitas, como a indiana Covaxin, por meio da corrupção.

Os bancos não compram PFF2 porque não querem

Estudos de universidades públicas como a Universidade Federal de Santa maria (UFSM) demonstram que tanto a PFF2 quanto a N95 são máscaras eficazes. Dizem até que as máscaras de pano fornecem alguma proteção, mas que garantia mesmo apenas com essas duas acima citadas.

Mas por que os bancos se recusam a comprar essas máscaras para entregar aos bancários(as)? A conversa é a mesma de sempre com um agravante. Os banqueiros reclamam que a crise econômica na pandemia reduziu os lucros. Basta visitar uma agência e conversar com um colega bancário, de banco público ou privado, para saber que as metas só aumentam. Proteção decente que é bom…

Perguntemos: como um(a) colega bancário(a) pode bater uma meta que só cresce, se trabalha com medo e sem proteção adequada em tempos de pandemia? Para ajudar os banqueiros, fizemos um simples cálculo.

Em grandes lojas, como as Americanas, uma embalagem com 10 máscaras PFF2 ou N95 custa, em média, R$ 50. Quer dizer, R$ 5 cada uma. Considerando que cada máscara dessas pode durar um mês, por R$ 50 para cada bancário, os banqueiros protegeriam por 10 meses (mais abaixo damos dicas de como conservar a sua máscara).

Agora, vamos considerar a base do SindBancários – Porto Alegre e outros municípios da Região Metropolitana, levando em consideração que há 15 mil bancários trabalhando em agências – considerando os colegas que estão em home-office.

Os bancos, todos eles, gastariam R$ 750 mil, para proteger todos(as) os(as) bancários(as) por 10 meses por uma fração do lucro que ganham com o trabalho de cada trabalhador.

Os bancos podem alegar que é uma dificuldade logística muito grande comprar e distribuir máscaras. Por que, então, não depositam esses R$ 50 na conta de cada colega? Ora, já depositam R$ 80 para ajudar no home-office. Por que não mais 50 pila para proteger por 10 meses e de forma mais eficiente da Covid-19?

Pareceu muito caro para os bancos? E se colocássemos à disposição dos banqueiros fornecedores que vendem máscaras PFF2 por atacado? Esse valor pode cair de 25% a 50% se as máscaras fossem compradas em quantidades maiores. Vale o investimento, banqueiro?

Claro que sim. É certo que afastando o medo das agências o trabalho competente dos bancários tende a render mais e recuperar esse valor investido em suas vidas. Os bancos não compram máscaras decentes porque não querem.

Banqueiro, clique nesta linha e saiba onde comprar máscaras decentes e até mais barata para salvar vidas nas agências bancárias.

As máscaras PFF2 salvam vidas

Está bem. Vamos dizer que o gerente do banco seja uma dessas pessoas que acham que as máscaras atrapalham a vida, o desempenho e os negócios. E que ele não use com frequência mesmo no ambiente de trabalho.

Pois bem, um estudo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), aponta que as máscaras PFF2 têm 90% de capacidade de filtragem. Colega que não usa máscara, você já parou para pensar que as máscaras protegem entre 90% e 95% e que, enquanto ainda estamos longe de vacinar muita gente, elas vão salvar a tua vida?

Leia aqui matéria sobre a eficácia das máscaras PFF2 da UFSM.

Abaixo, reproduzimos os motivos pelos quais a PFF2 é recomendada por uma universidade pública tão importante como é a UFSM. É um texto longo, sabemos, mas a vida da gente vale um esforço desses para que possamos compreender como mais bem utilizar este equipamento fundamental à proteção da nossa saúde.

Propriedades protetivas da PFF2

A nomenclatura PFF diz respeito à “peça facial filtrante”. As máscaras desse tipo são construídas parcial ou totalmente de material filtrante que cobre o nariz, a boca e o queixo, sendo muito utilizadas por profissionais da saúde.

No Brasil, existem três tipos: a PFF 1, 2 e 3 – tal numeração se relaciona à capacidade de filtragem de partículas do ambiente pela máscara. A PFF1 tem capacidade de filtrar em torno de 80% do ar, a PFF2 filtra cerca de 94% e a PFF3, mais utilizada em meio industrial, permite a passagem de apenas 1% das partículas, possuindo uma capacidade de filtragem de 99%.

Contudo, deve-se ter atenção ao comprar máscaras PFF com a finalidade de se proteger contra o vírus; elas devem ser dos modelos sem válvula. Ainda que as opções com válvula sejam mais confortáveis, elas protegem apenas o usuário, deixando as pessoas do entorno expostas.

Isso porque elas permitem que o ar saia sem filtragem – então, se alguém contaminado com a Covid-19 utilizar essa máscara, poderá infectar outras pessoas, praticamente como se não estivesse usando proteção alguma.

Os modelos tipo PFF não bloqueiam apenas a saída de gotículas pela pessoa que está utilizando a máscara, mas também impedem que as gotículas que estão no ar sejam aspiradas.

Além disso, esses respiradores protegem também contra aerossóis contendo vírus e bactérias. Os aerossóis são diferentes das gotículas, pois possuem partículas menores e que permanecem mais tempo no ar, logo quando inaladas podem penetrar mais profundamente no trato respiratório.

Por isso as máscaras PFF vão além de um sistema de filtragem comum. Elas têm a capacidade de filtrar partículas que normalmente passariam em máscaras de pano, por exemplo – o que se deve a sua propriedade eletrostática.

Redução da carga viral

A máscara PFF 2, apesar de não filtrar 100% o ar, reduz significativamente a carga viral aspirada, deixando o vírus em uma dose não infectiva, uma quantidade insignificante. Portanto, mesmo que a pessoa esteja exposta a uma grande quantidade de vírus, num local de alto risco de contaminação ela tem chances mínimas de infectar-se utilizando a máscara corretamente.

Como usar e conservar a PFF 2

Além de oferecerem maior proteção contra a Covid-19, as máscaras do tipo PFF possuem o benefício de suportarem o uso por muito mais tempo que as máscaras comuns, podendo ser utilizadas por até oito horas, sem necessidade de troca. Outra vantagem é que elas não são descartáveis: a PFF2 pode ser usada mais de uma vez, desde que alguns cuidados sejam tomados.

> Após o uso, é preciso deixar a máscara em ambiente arejado, de preferência com sol, por até três dias, antes de reutilizá-la. As pessoas que precisam sair todos os dias devem dispor de uma máscara para cada dia da semana e revezem o uso entre elas.

> Depois de 3 ou 4 dias usando a mesma PFF2, vai ser necessário descartá-la. Fazendo o intervalo, você pode reutilizá-la sem problemas por até um mês.

> Apenas quem trabalha em lugares com altíssimo risco de contaminação, como os profissionais de saúde e os profissionais que fazem o teste de identificação da Covid-19, terá que sempre descartar as máscaras.

> Caso a máscara fique muito suja ou úmida, será necessário descartá-la.

> É importante também não utilizar nenhum produto químico para limpar a máscara. Álcool, alvejante ou até mesmo lavar com água e sabão fazem com que ela perca a sua capacidade de filtragem e a sua propriedade eletrostática. Para pessoas que desejam uma proteção ainda maior, recomenda-se o uso do face shield juntamente à máscara PFF2.

PFF2 chega a reduzir custo da proteção em relação às máscaras de pano

Os modelos do tipo PFF, apesar de serem os mais seguros, não anulam o uso de outros tipos de máscaras pelas pessoas que não os possuem. Todas as máscaras, mesmo as de baixa qualidade, são importantes para o controle do vírus.

O que pode ser feito para melhorar a capacidade de filtragem das máscaras comuns é usar duas de pano com dupla camada ou uma de pano e uma cirúrgica, por períodos curtos de duas a quatro horas. Comi dissemos acima, as PFF 2 chegam a durar quatro ou cinco vezes mais tempo, o que redunda em redução de custos.

As máscaras do tipo N95 também são boas aliadas na prevenção do coronavírus. N95 é uma denominação americana e que ela filtra quase a mesma quantidade que uma PFF2 – enquanto a PFF2 filtra 94%, a N95 filtra 95%.

Fonte: Imprensa SindBancários, com revista Arco da UFSM

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