Policiais civis paralisam por 24 horas e fortalecem dia de greve em todo o RS

Em apoio a este dia 11/11, Dia Nacional de Greves e Paralisações contra a retirada de direitos trabalhistas e previdenciários, tramada pelo governo federal, a categoria dos policiais civis do Rio Grande do Sul, através da Ugeirm Sindicato, anuncia sua adesão ao movimento, com paralisação por 24 horas.  A mobilização serve ainda como mais um protesto contra o parcelamento dos vencimentos aplicado sem piedade sobre o funcionalismo pelo governo estadual, de José Ivo Sartori.

Diretores da entidade lembram: “Já são dez meses consecutivos de parcelamento, sendo que, em outubro, os servidores receberam no fim do mês a quantia absurda de R$ 750,00”.

Greve legal

Conforme observou a diretoria da Ugeirm Sindicato, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o desconto dos dias parados dos servidores públicos que realizarem greve. “Mas”, diz um dirigente sindical da categoria, “na sua decisão o STF destacou que nos casos de atraso de salários, a greve é legal, não sendo permitido o desconto dos dias parados. E este é exatamente o nosso caso”, concluiu.

Acampamento

Em todo o RS ocorre a mobilização em peso dos policiais civis. Em Porto Alegre, a Ugeirm Sindicato montou um acampamento em frente a 3ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (3ª DPPA), na Rua Comendador Tavares, no bairro Navegantes. O vice-presidente da entidade, Fábio Castro, explicou que a escolha do local deve-se ao fato da 3ªDPPA concentrar nos últimos tempos um grande número de casos de presos mantidos dentro de viaturas da Brigada Militar por falta de vagas no sistema prisional. Sobre o uso emergencial de contêineres para abrigar os detidos, o dirigente entende que nem policiais civis e militares devem ser os responsáveis pela guarda.

Atendimento em casos emergenciais

Fábio Castro disse ainda que a orientação repassada à categoria durante a paralisação era de que somente casos emergenciais ou urgentes fossem atendidos. Eventualmente, observou, poderia ocorrer alguma operação policial imprescindível no contexto da investigação. Segundo ele, trata-se de uma questão de bom senso nesses casos.

 

Fonte: Imprensa SindBancários com informações e fotos da Rádio Guaíba

 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER