Polícia atira bombas de gás e balas de borracha para ferir municipários de Cachoeirinha em greve

A tropa de choque da Brigada Militar reprimiu fortemente na manhã desta quinta-feira, 30/3, uma manifestação pacífica dos municipários de Cachoeirinha (RS) em greve há 25 dias contra o pacotaço do prefeito Miki Breier (PSB), que no mesmo estilo dos governos Temer e Sartori aplica uma política de ajuste fiscal e corte de direitos dos trabalhadores.

Os policiais atiraram bombas de gás e balas de borracha contra os municipários, que estavam concentrados diante do prédio da Câmara de Vereadores, uma vez que foram impedidos de ter acesso para acompanhar a sessão que votou os projetos do prefeito. A violência policial descabida deixou um saldo de sete trabalhadores feridos, que tiveram que ser levados ao hospital da cidade. Três municipários foram presos e outros passaram mal pelo cheiro forte do gás.

Cachoeirinha violenta

“Querem tirar o couro dos trabalhadores”, protestou, indignado, o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, que está acompanhando os relatos da violência e exige o fim da violência da Brigada Militar e a abertura de negociações entre a Prefeitura e o Comando de Greve dos Municipários para buscar uma solução para o impasse. “Não aceitamos o estado de exceção que estamos vivendo”, denunciou Claudir.

O pacotaço é um ataque brutal aos direitos dos trabalhadores. Dentre as medidas de ajuste fiscal, está a permissão para o pagamento escalonado dos salários e a redução do valor do vale-refeição.

“Querem fazer o trabalhador pagar o pato, como pretende o governo Temer com as reformas da Previdência e Trabalhista, o que não podemos aceitar e precisar reagir por nenhum direito a menos”, ressaltou Claudir.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Cachoeirinha, filiado à CUT, está junto com os municipários em greve, manifestando todo o apoio e solidariedade na resistência aos ataques do prefeito Miki Breier contra os direitos dos trabalhadores.

Municipários denunciam irregularidades

Segundo o Correio do Povo, por volta das 10h, o projeto foi aprovado por 14 votos a favor e dois contra. O presidente da Câmara, vereador Marco Barbosa, decidiu suspender o expediente após o resultado por medida de segurança. Um grupo composto por cinco municipários iniciou uma greve de fome na última segunda-feira (27).

Nessa quarta-feira, representantes dos servidores foram recebidos pelo Ministério Público para uma audiência que discutiu questionamentos aos projetos aprovados pelos vereadores e sancionados pelo prefeito. O presidente do Sindicato dos Municipários, Guilherme Runge, relatou que servidores acreditam que ocorreram irregularidades na aprovação das propostas. Uma delas foi a proibição ao acesso do público na Câmara nos dias de votação, descumprindo o regimento da Casa.

Câmara de Cachoeirinha

Conforme Runge, outra denúncia envolve o pedido de auditoria nas contas da prefeitura para que sejam dadas explicações sobre a situação da Previdência. Outro tema citado é o salário do prefeito, considerado o maior em comparação com todas as prefeituras gaúchas. Além disso, há também um pedido de arquivamento sobre um processo administrativo contra cinco dirigentes sindicais ainda na gestão anterior, após outra greve ser realizada em 2016.

Assista ao vídeo do jornal Correio do Povo sobre a repressão policial

 

 

 

 

 

Fonte: CUT-RS com Correio do Povo

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