Plenária regional RS da Anapar repudia reformas da Previdência e trabalhista de Temer

Por unanimidade, os participantes de fundos de pensão no Rio Grande do Sul aprovaram uma moção de repúdio às reformas da Previdência e trabalhista do governo Temer (PMDB), bem como ao PL 268/2016 que altera para pior a gestão das entidades de previdência complementar, durante plenária regional da Anapar realizada na manhã deste sábado (6), no auditório do SindBancários, em Porto Alegre.

Os representantes da Anapar no RS, dirigentes sindicais e aposentados apontaram o profundo desmonte que representam essas “reformas” do governo golpista, que retiram direitos de trabalhadores e aposentados e comprometem não só o futuro da previdência pública e complementar como também os instrumentos de proteção social conquistados ao longo da história pela classe trabalhadora.

O diretor do SindBancários e da Contraf-CUT e secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, salientou a importância da resistência, unidade e luta contra os ataques dos golpistas, destacando a força da greve geral de 28 de abril, que deixou Porto Alegre com cara de domingo. “Temos que tomar as ruas e resistir porque querem varrer os direitos da aposentadoria e da CLT”, disse.

Aumentar a mobilização

Ademir apresentou o novo calendário de mobilização das centrais sindicais, que prevê na semana de 8 a 12 de maio protestos nos aeroportos e nas bases eleitorais dos parlamentares e na semana de 15 a 19 de maio o “Ocupa Brasília” com manifestações junto ao Congresso Nacional.

“Precisamos marcar na paleta os parlamentares que votam a favor dessas reformas descabidas, para que não sejam reeleitos em 2018”, frisou o dirigente sindical ao denunciar os deputados gaúchos Darcísio Perondi e Mauro Pereira, ambos do PMDB, que deram votos favoráveis ao parecer do relator da Comissão Especial da Reforma da Previdência.

Ele alertou também para a necessidade de continuar pressionando os deputados contra a aprovação do PL 268/2016, aprovado a toque de caixa no Senado logo após o golpe do impeachment e que se encontra em regime de urgência no plenário da Câmara. “Esse projeto retira direitos dos participantes na gestão do fundos de pensão das estatais, pois acaba com a eleição de diretores e  com a paridade nos conselhos deliberativo e fiscal, e abre espaço para especialistas do mercado financeiro”, afirmou. “Não podemos deixar a raposa cuidar do galinheiro”, comparou.

Ademir encerrou citando o trecho “Povo que não tem virtude acaba por ser escravo” do Hino Riograndense, cantado junto com o Hino Nacional Brasileiro na abertura da plenária. “Temos que impedir uma nova escravidão no Brasil”, concluiu Ademir.

Ao final, foram eleitos os delegados e as delegadas ao 18º Congresso Nacional e à Assembleia Geral da Anapar, que ocorrerão nos dias 25 e 26 de maio, em Brasília.

Foi ainda ressaltada a importância de obter novas filiações à Anapar, cuja anuidade é de R$ 50. “É uma entidade que cumpre papel fundamental na defesa dos direitos dos participantes de fundos de pensão”, defendeu o diretor regional da Anapar, Itamar Prestes Russo.

Congresso Nacional e Assembleia Geral da Anapar

Os eventos serão realizados no auditório do San Marco Hotel, exceto a mesa e o painel de abertura que acontecerá no auditório Nereu Ramos na Câmara dos Deputados. Qualquer participante de fundos de pensão, associado ou não à Anapar, pode participar do Congresso.

As despesas de hospedagem e transporte correrão por conta dos participantes do evento.

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Nos dois dias, especialistas vão discutir o contexto social, político e econômico brasileiro. Um time de economistas, sociólogos, jornalistas e técnicos previdenciários vão esclarecer o que está por trás das propostas do governo em reformar a previdência, bem como das alterações que estão sendo feitas nos fundos de pensão.

Entre os painelistas estão o economista Luiz Gonzaga Belluzzo e Eduardo Fagnani, o sociólogo Emir Sader e a auditora Maria Lúcia Fattorelli.

Profissionais da comunicação, como os jornalistas Altamiro Borges, Renata Mielli e Beto Almeida, irão analisar a cobertura e a influência da mídia para ganhar a opinião pública e conquistar seus corações e mentes para retirar direitos dos trabalhadores e aposentados.

Confira a programação. 

Após o congresso, acontecerá a da Assembleia Geral, que é restrita aos associados da ANAPAR, com a anuidade de 2016 paga e ter sido eleito delegado na plenária regional.

Fonte: CUT-RS com SindBancários e Anapar

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