Plenária mobiliza defesa do Banrisul público nas redes sociais

Lançamento de campanha mostrou a importância da participação dos banrisulenses e de todos(as) os(as) gaúchos(as) na luta pela manutenção do Banrisul como patrimônio que representa a história de um povo

Assim que a Plenária Nacional dos Banrisulenses se iniciou, na noite da quarta-feira, 21/7, transmitia virtualmente pelo zoom, um novo ciclo de luta em defesa do Banrisul público foi inaugurado. Não por acaso. Afinal, as voltas que a nossa luta permanente dá oferecem oportunidades de fortalecer a nossa unidade e de a cada ciclo de ameaças voltar a defender o patrimônio público.

O Banrisul foi, por certo, o tema da reunião. Mas mostrar que o movimento sindical aprendeu e muito rapidamente como superar as dificuldades impostas pela pandemia, talvez tenha sido uma das maiores contribuições da plenária. Pense bem. A própria reunião serviu para começar a atividade de luta digital nas redes sociais.

É fato que o nosso movimento, em razão dos quase 600 mil mortos por Covid-19 no Brasil, precisou se reinventar, pois que perdemos as ruas e a presença, o abraço, a caminhada e muita dos afetos da nossa luta.

Então, além de apresentar a campanha de comunicação, organizada, produzida e construída junto com o Comando Nacional dos Banrisulenses, a Verdeperto Comunicação apresentou o conceito do seu trabalho e demonstrou como lidar com as dificuldades impostas pelos tempos de distanciamento, necessários para preservar a saúde e vidas.

O conceito da campanha parte de uma dupla abordagem. A filosofia é buscar a aproximação de uma noção de racionalidade relacionada a importância do Banrisul e estimular a afetividade dos gaúchos com as suas coisas.

Sim, a palavra também é “coisas”. Afinal o mote da campanha “Eu Sou Banrisul” tem como texto de apoio “Tem coisas que não se vendem”.

O diretor da Verdeperto, Luiz Felipe Nelsis, conta que a campanha leva em consideração o aspecto racional da importância do Banrisul para a economia gaúcha e o desenvolvimento social. Nesse sentido, é fundamental sabermos que, nos últimos 20 anos, o banco público dos gaúchos aportou cerca de R$ 16 bilhões para o estado investir. Para não deixar dúvidas: esse valor é o que foi passado do lucro do Banrisul para seu maior sócio, o Estado do RS.

A campanha vai mostrar o que dá para fazer com todo esse dinheiro. Entendeu a importância do Banrisul para a história do RS?

A ideia é combinar a racionalidade com uma marca de afetividade que se busca em figuras públicas com sincero afeto pelo Banrisul. Assim, o ex-governador Olívio Dutra (ex-presidente do SindBancários e Banrisulense aposentado) empresta sua imagem para dar rosto reconhecido à importância do Banrisul.

O compositor e ativista cultural Bagre Fagundes, a atriz Deborah Finocchiaro também participam da campanha. E outras pessoas de reconhecida história também podem participar. Quem puder sugerir, entre em contato com o Sindicato de sua região e conte uma história boa sobre o banco púbico dos gaúchos.

Nelsis explicou que é preciso juntar a história do Banrisul, criado em 1928 pelo governador Getúlio Vargas, com a sua importância nos dias atuais. E, mais do que nunca, valorizar uma marca que tem sido atacada por sucessivos governadores neoliberais.

Desde o governo de Antônio Britto, a marca dos governos neoliberais é esconder as virtudes do Banrisul para facilitar seu desmonte. Atacam a imagem do Banrisul para desvalorizá-lo e meter na cabeça dos(as) gaúchos(as) que o melhor é privatizar. Essa mitologia destruidora também será combatida pela campanha da Verdeperto.

“Vamos buscar uma campanha sustentada. Não uma campanha feita par um episódio, mas de mais longo prazo com previsão de que esses ataques que os governos têm feito podem continuar mesmo depois das eleições do ano que vem. O Banrisul é a principal instituição gaúcha, responsável pela bancarização de 4 milhões no RS. Vender o Banrisul é um crime. O Banrisul é o pulmão do estado do Rio Grande do Sul”, pontuou Nelsis.

Oficina de redes sociais

Além de mobilizar e motivar a base sindical do Banrisul no Rio Grande do Sul, em santa Catarina e em todo o Brasil, se transformou numa oficina de redes sociais. Isso porque ajudou a mostrar como tornar efetiva e consequente a campanha nas redes sociais. É preciso mais do que nunca participação.

Se liga nas páginas da campanha

Abaixo listamos as páginas de onde partirão os materiais (cards, vídeos, textos etc.) para serem compartilhados pelos perfis individuais de todos(as) os(as) gaúchos(as). Essa tarefa, alerta-se, não é só dos dirigentes bancários. Aqui a participação é fundamental. Todos precisam participar para fazer chegar a nossa palavra ao maior número de pessoas. Multiplicar afetos e, portanto, adesões em defesa do Banrisul é um objetivo coletivo. Bora curtir, compartilhar e participar!

Inscreva-se nas seguintes páginas. Curta e compartilhe a campanha.

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Página oficial do SindBancários

https://www.facebook.com/SindBancarios.PoA

Página oficial da Fetrafi-RS

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#EmDefesadoBanrisulPublico

 

Palavras dos dirigentes

“O Banrisul é um patrimônio de todo o Rio Grande do Sul. Neste lançamento da campanha em defesa do Banrisul, mostramos como dirigentes, colegas e todos(as) os(as) gaúchos(as) podem participar da defesa do Banrisul público. Afinal, como diz a nossa campanha, Tem coisas que não se vendem.” (Denise Falkenberg Corrêa, diretora da Fetrafi-RS e funcionária do Banrisul)

“Nossa luta é contínua. Tem mais uma proposta de luta em defesa do Banrisul público. Esse é um momento que está sendo difícil para os sindicatos. A pandemia dificulta muito a nossa luta. Mas estamos sempre na vanguarda. Hoje apresentamos uma ótima proposta para nos ajudar a salvaguardar esse patrimônio que é tão importante os Banrisulenses e o povo gaúcho.” (Ana Maria Betim Furquim diretora da Fetrafi-RS e funcionária do Banrisul)

“Tivemos uma batalha política em defesa da manutenção do Banrisul público e estratégico para o Estado. Construímos novas ferramentas, criamos novas formas de mobilização. Reinventamos nossas ferramentas de luta. A diretoria do Banrisul e o governo do Estado se movimentaram para preparar o Rio Grande do Sul para essa lógica de estado mínimo. Não ganhamos a batalha, mas, para mim, o processo de mobilização foi muito vitorioso. Temos que dar novos passos. O que não é novo é termos que defender o Banrisul e provar a importância desse banco para a sociedade gaúcha. (Luciano Fetzner, presidente do SindBancários e funcionário do Banrisul)

“Nossa prática é o piquete, é fazer uma caminhada, mas, com a pandemia, ficou mais difícil. Essa campanha é um pouco da resultante dessa fórmula. Vamos focar as nossas campanhas na defesa da luta do Banrisul. Especialmente agora no final do ano e início do ano novo, porque agora é o momento crítico. Estão com um projeto de lei para a venda da Corsan. No mesmo trilho, a diretoria do Banrisul publicou um fato relevante na mídia falando sobre a Banrisul Cartões. Eles querem fazer um negócio com a Banrisul Cartões. Taí pra negócio. Não disseram o que é. Se é capitalização, abertura de capital ou venda. Se quiserem oferecer um Corolla usado, como rolou com a CEEE-D, pode ser que saia o negócio.” (Sergio Hoff, diretor da Fetrafi-RS e funcionário do Banrisul)

Fonte: Imprensa SindBancários

 

 

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