Plenária histórica das Centrais Sindicais na Casa dos Bancários exalta a unidade dos trabalhadores para a greve geral de 28 de abril

As Centrais Sindicais fizeram história na manhã da quarta-feira, 26/4, no auditório da sede do SindBancários, a Casa dos Bancários. Diante de um auditório lotado, a Plenária das Centrais Sindicais fortaleceu a unidade e prepara a maior greve da história recente das lutas dos trabalhadores. Representantes de sindicatos de rodoviários, servidores públicos federais, municipais, estaduais, trabalhadores da saúde, auditores fiscais, metalúrgicos, sapateiros, policiais civis, bancários e muitas outras categorias, participaram da reunião para reforçar a participação na greve geral da sexta-feira, 28/4. Durante a plenária, os dirigentes receberam jornalistas para uma coletiva de imprensa. Os jornalistas sentaram na mesa do auditório e os presidentes da CUT, CTB, Força Sindical, UGT, Nova Central, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas e Pública ocuparam a primeira fileira do plenário, repleto de dirigentes das centrais e movimentos sociais.

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, exaltou a unidade das Centrais Sindicais em todo o país, o que prenuncia uma greve geral histórica no país. “Essa é a maior unidade que conseguimos na história recente do movimento dos trabalhadores. Vamos ocupar as ruas do Estado para defender os direitos dos trabalhadores que estão sendo triturados por alguém que não tem legitimidade”, disse Claudir.

Segundo o presidente da CUT-RS, “todo o transporte público municipal e intermunicipal irá parar”. “A nossa orientação para a população é que neste dia não saia de casa. Quem sair se informe sobre os locais de concentração e os ajude nos piquetes de esclarecimento. O trabalhador que sair de casa, venha participar com a gente”, orientou o dirigente.

O presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, explicou que a greve geral da sexta-feira não é apenas de defesa dos direitos dos trabalhadores que estão sendo retirados pelas reformas da Previdência e Trabalhista e pela terceirização, aprovada em 22 de março passado na Câmara dos Deputados em Brasília. “É um movimento em defesa da democracia e da construção de uma perspectiva para o Brasil. E é apenas a primeira. Tem um clamor muito grande da população em relação ao comprometimento de seu futuro com essas reformas”, salientou o dirigente.

A perspectiva geral entre os dirigentes das centrais é que o debate sobre o prejuízo que as reformas vão causar na vida dos trabalhadores e na economia do país foi assimilado pelo povo. As pessoas estão bem informadas sobre o fato de que não há déficit na Previdência Social e que o impacto do primeiro ano do governo interino de Michel Temer está sendo um desastre para a economia. Um dos dados mencionados e que comprovam essa perspectiva é o nível de emprego. Em 2014, a situação, segundo dados do CAGED e do Ministério do Trabalho e Emprego, era de pleno emprego, com 5% de desempregados. Pouco mais de uma nano depois, o desemprego já atinge 12% da população economicamente ativa.

“Estamos todos nessa luta. Vamos fazer uma grande greve geral e continuar mobilizados. Não houve um amplo debate com a sociedade para que estas reformas fossem construídas. Elas estão sendo impostas goela abaixo. ”, disse presidente em exercício da Força Sindical, Walter Fabro.

Em relação ao discurso do governo Temer e de seus aliados na Câmara dos Deputados, de que as reformas irão modernizar as relações de trabalho, o dirigente da Força Sindical, não poupou críticas. “Toda a matéria que o governo publica na imprensa  sobre a modernização das relações de trabalho é mentirosa. Estão mentindo que vão modernizar as leis trabalhistas. O que fazem é um desmanche dos direitos dos trabalhadores”, acrescentou Fabro.

Fonte: Imprensa SindBancários

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