Bancários do Santander definem estratégias para negociação com o banco

Funcionários realizaram Encontro Nacional nesta quinta-feira (9) o Encontro Nacional para debater e definir a minuta de reivindicações específicas e nortear a estratégia de negociações com o banco.

Nesta quinta-feira, 9 de junho, o Encontro Nacional dos Trabalhadores do Santander reuniu funcionários e funcionárias para debater a renovação do acordo específico do banco. O evento é híbrido e parte dos bancários participa presencialmente no Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo.

O secretário-executivo do SindBancários e empregado do banco, Luiz Cassemiro, está em São Paulo e participa dos debates sobre as reivindicações dos funcionários do Santander. Um plano de lutas foi aprovado com foco na defesa dos trabalhadores que, como confirma Cassemiro, estão adoecendo pelas metas abusivas e lidando com a falta de funcionários nas agências, o que tem causado sobrecarga de trabalho para quem atende a população nas agências.

“As ações do Santander estão alinhadas com a política deste governo atual, que incluem a retirada de direitos e a precarização das relações de trabalho”, aponta Cassemiro. O Santander, denuncia o dirigente, “tem criado empresas pra terceirizar a categoria, a exemplo da SX Negócios, que já conta com mais de 5 mil trabalhadores fazendo serviço de bancário não sendo bancário; a F1RST e a Prospera, empresa de microcrédito, e agora o banco terceiriza os trabalhadores de investimentos. Os trabalhadores e trabalhadoras do Santander precisam se mobilizar, ou daqui o pouco o banco estará terceirizando gerentes de negócios”, alerta.

Para o dirigente, é preciso fazer uma reflexão do “quanto a classe trabalhadora vem sofrendo consequências com esta política de retrocesso implantada desde 2016, quando se vê um aumento significativo no número de desempregados, pessoas passando fome, o que não acontecia desde a década de 90, e com a inflação completamente descontrolada”.

Saúde
De acordo com o secretário da Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, nesta campanha salarial dos trabalhadores bancários, o tema das condições de trabalho e saúde da categoria é prioritário. “O nível de adoecimento no banco Santander está absurdo, fruto da pressão por resultados, das metas abusivas, e isso não pode continuar. A pressão e o assédio moral estão disseminados nas agências e locais de trabalho, então queremos pautar esse debate com os bancos, com o Santander, para que os bancários não sofram nem adoeçam mais. Além disso, precisamos exigir também que quando os bancários adoeçam sejam acolhidos pelo banco, e não perseguidos, como está acontecendo hoje”, afirmou Salles.

Acordo atual e novas propostas
Os delegados do Encontro debateram sobre as cláusulas do atual Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico dos funcionários do Santander, aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária. Também foram apresentadas as propostas de novos direitos a serem incluídos no ACT.

“Todos nossos direitos, desde o vale-refeição até a PLR (Participação nos Lucros e/ou Resultados), são fruto de muita organização e luta dos trabalhadores e suas representações sindicais. Precisamos manter nossa união e nos mobilizarmos para garantir os direitos atuais e buscar avançar rumo a novos direitos”, ressaltou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE), Lucimara Malaquias.


Encontros de bancos privados
Além do Santander, funcionários do Bradesco e Itaú também realizaram seus encontros nacionais na quinta-feira (9). Além de debaterem questões gerais, que envolvem toda a categoria, também debateram pautas específicas para contribuírem com a elaboração da minuta de reivindicações dos bancários, que será entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), após a definição da Conferência Nacional dos Bancários, que ocorre 10 a 12 de junho, e a aprovação pelas assembleias que serão realizadas pelos sindicatos de bancários de todo o país.

Acompanhe todas as informações sobre a Campanha Nacional dos Bancários e Bancárias pelo site e redes do SindBancários. 

Texto: Amanda Zulke com informações da Contraf-CUT e edição de Manoela Frade

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