Piquete dos Bancários resgata história e promove cultura gaúcha e confraternizações

Tchê, o Piquete dos Bancários atrai cada vez mais colegas de bancos públicos e privados, da ativa e aposentados, além de seus familiares e amigos, segundo avaliação do patrão e diretor do SindBancários e da Fetrafi-RS, Edson Ramos da Rocha.

O galpão, montado no Acampamento Farroupilha, no Parque Harmonia, em Porto Alegre, acolhe bancários e bancárias e a porteira permanece aberta até quinta-feira, 20 de setembro, feriado da Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos. Quem quiser chegar é só ir no lugar de sempre. O endereço é o mesmo e basta ir ao Lote 1 Setor C.

Fundado em 2002, o Piquete comemora 17 anos oferecendo um espaço aconchegante para celebrar a Semana Farroupilha. Têm mesas, cadeiras, pratos, copos e talheres, fogão campeiro, água quente e erva-mate para o chimarrão, venda de bebidas e carvão, espetos e cinco churrasqueiras para assar aquela carne no capricho.

À noite, para fazer confraternizações, o patrão solicita que sejam feitas reservas prévias pelo celular 99806-0007, facilitando a organização.

Tropeirismo

O Piquete é também um baita espaço cultural, com noites de debates e poesias, resgatando a história do povo gaúcho. Na última terça-feira, 11/9, o historiador e funcionário do Sindicato, Péricles Lopes Gomide Filho, fez a palestra “O Legado do Tropeirismo no Rio Grande do Sul”. Ele mostrou o surgimento e o papel dos tropeiros no desenvolvimento econômico e social, contribuindo para abrir caminhos e incentivar a formação de cidades no Sul do Brasil.

Segundo Péricles, o tropeirismo foi um fenômeno histórico, que perdurou do Brasil Colônia até meados do século XX, ocorrendo em todo o País, mas com características diferentes em cada região. Aqui, os tropeiros tiveram uma atuação intensa após o massacre dos Sete Povos das Missões pelos exércitos de Portugal e Espanha, uma vez que o rebanho selvagem de gado se espalhou pelo território.

O historiador frisou que esse gado xucro atraiu tropeiros paulistas e o interesse da Coroa Portuguesa, que criou o Caminho Real de Viamão para o transporte e tributação desse gado, que era encaminhado até Sorocaba, no interior de São Paulo, e depois distribuído para Minas Gerais.

A palestra foi acompanhada com muita atenção pelos bancários e bancárias presentes, que tiveram uma aula importante de história para compreender melhor o passado, o que ajuda a entender o presente e pensar o futuro para as novas gerações.

Torneio de truco

No sábado, 15/9, foi realizado um torneio de truco de duplas, uma competição que é das marcas registradas do Piquete, reunindo apaixonados desse jogo de cartas com origem espanhola. Como sempre acontece, não faltaram muitos gritos, blefes e lances arrojados das duplas para ganhar as partidas.

Ao final, os campeões e vices receberam medalhas. Venceu a dupla formada pelo patrão Edson Ramos da Rocha e pelo ex-presidente do SindBancários e aposentado da Caixa, Devanir Camargo da Silva. Em segundo lugar, ficou a dupla Marcelo Marimon e Luciano Gonçalves.

As medalhas foram entregues pelo diretor do SindBancários e da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, que é também um dos fundadores do Piquetes e autor do slogan “Peleando por dignidade”.

Te aprochega!

O Piquete é mesmo trilegal. Edson calcula que cerca de 4 mil bancários e bancários, incluindo familiares e amigos, passarão este ano pelo galpão, mostrando a importância de o SindBancários participar do Acampamento e ajudar a preservar a cultura gaúcha. Te aprochega, tchê!

Fonte: Ademir Wiederkehr, Especial para Imprensa SindBancários

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