PF desarticula quadrilha de falsários em quatro cidades gaúchas

Operação Pirita cumpriu seis mandatos de busca e apreensão

 

Desde a manhã desta quarta-feira, 28/07, a  Polícia Federal vem realizando a Operação Pirita, com o objetivo de desmantelar um laboratório gráfico dedicado à falsificação de notas de real e prender os integrantes da quadrilha. Estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do Rio Grande do Sul: três em Cruz Alta, um em Canela, um em Torres e um em Três Coroas.

Itens de segurança

As investigações comprovaram que uma organização criminosa utilizava maquinário diversificado e várias técnicas gráficas para produzir o dinheiro falso, simulando os itens de segurança das cédulas verdadeiras de Real.

Quatro anos de atividade

Nos últimos quatro anos, a quadrilha agora desarticulada colocou no mercado brasileiro milhares de cédulas falsas. Já foram identificadas, apreendidas e retiradas de circulação mais de 28 mil notas que teriam sido produzidas pelo grupo, nos valores de 10, 20, 50 e 100 reais. Essas cédulas falsas, se somadas, atingem o valor de quase R$ 2 milhões. Na ação de hoje foi apreendida grande quantidade de aparatos para a falsificação de moeda, como papéis, impressoras, tintas, equipamento gráfico variado e material de acabamento; além de novas cédulas falsas prontas e outras em fase de confecção que ainda serão periciadas pela PF.

Venda por redes sociais

Além da manutenção do próprio laboratório, já há comprovação de que a organização criminosa realizava a venda das cédulas falsas, via redes sociais. O nome da operação faz alusão ao mineral semelhante ao ouro, utilizado para enganar a população desde a Antiguidade. A Pirita é um composto metálico derivado do ferro e não possui as valiosas propriedades do ouro.

Moeda Falsa

Os investigados, que já possuíam passagens pela Justiça, inclusive pela mesma conduta, responderão pelos crimes de Moeda Falsa, cuja pena é de 3 a 12 anos de reclusão e pelo delito de Organização Criminosa, com pena de 3 a 8 anos de reclusão. O preso foi encaminhado à carceragem da Polícia Federal em Porto Alegre, onde permanecerá à disposição da Justiça Federal. Além do líder preso em Três Coroas, um médico que negociava notas através de  redes sociais e enviava pelos Correios, foi preso em flagrante em Torres.

 

Fonte: Polícia Federal, RGN, GZH, com edição de Imprensa SindBancários. Foto: Divulgação/PF

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