Pedro Casaldáliga, uma vida na defesa dos agricultores e indígenas

Bispo emérito de São Félix do Araguaia, portador do Mal de Parkinson, foi enterrado no Cemitério Karajá no MT

O corpo de Dom Pedro Casaldáliga foi velado e enterrado na manhã da última quarta-feira, 12/08, em São Félix do Araguaia (MT),onde uma missa precedeu o sepultamento do religioso, de 82 anos. O local do enterro, no “Cemitério Karajá”, como é chamada a área onde eram sepultados indígenas e trabalhadores sem-terra que foram explorados e, muitas vezes, assassinados pelos grileiros de terras da região, foi um pedido do bispo.

A vida de Casaldáliga, espanhol de nascimento mas radicado no Brasil desde 1968, foi dedicada à luta contra à extrema pobreza e a violência a que trabalhadores rurais e indígenas foram submetidos pelos grandes fazendeiros, durante a ditadura militar, sempre denunciadas pelo religioso. Amigo de Leonardo Boff, ele foi um dos principais expoentes da Teologia da Libertação e combatia os latifúndios.Internado desde o dia 4 de agosto em Batatais, no interior paulista, para tratar de um derrame pulmonar, o religioso enfrentava o Mal de Parkinson.

Vida generosa

“Nossa terra e nosso povo perdem hoje um grande defensor e exemplo de vida generosa na luta por um mundo melhor, que nos fará muita falta”, disse emocionado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Democracia

Além de defender os pobres, Casaldáliga sempre defendeu a democracia. Se destacou também por suas poesias que falavam da necessidade da reforma agrária e da luta contra o agronegócio, um dos impasses sociais mais graves do Brasil. O religioso e militante de causas nobres se foi, mas seu legado e suas bandeiras de luta permanecem.

Fonte: Imprensa Seeb-RJ e CNBB, com edição de Imprensa SindBancários.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER