“Pedalada” de Sartori à União traz bloqueio de contas do governo estadual

Possivelmente até a próxima segunda ou terça-feira (dias 17 e 18/08), todos os recursos do governo estadual que entrarem no Banrisul serão recolhidos aos cofres federais. Em função da “pedalada” que o governo Sartori aplicou na dívida com a União, no mês passado, os cerca de R$ 60 milhões depositados na conta estadual foram sequestrados, na terça-feira, 11/08, como manda o contrato da dívida federal. O mesmo deverá acontecer com outros R$ 205 milhões que ingressarem na conta do Executivo gaúcho até que seja completada a parcela em atraso e haja o desbloqueio.

Caso o total de R$ 265 milhões não seja quitado nos próximos dias, os repasses das verbas federais ao RS – como o Fundo de participação dos Estados (FPE) – também podem sofrer cortes. O fato é que todos os valores depositados nas contas do governo estadual, por enquanto, são automaticamente transferidos do Banrisul para o Banco do Brasil, conforme reportagem de ZH. As contas do estado só voltam a ser liberadas depois do valor da dívida mensal ser pago, através deste sequestro.

Bloqueio era previsto

Não foi uma medida inesperada. Procuradores estaduais e o próprio ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já tinham alertado que em caso de atraso no pagamento seriam acionadas as clausulas de segurança. A medida é tomada pelo governo federal para não ter a sua nota rebaixada pelas agências de classificação de risco e para não abrir um precedente de “calote”, que poderia ser seguido por outros estados.

“O governo do estado fez uma opção ideológica pelo estado mínimo e vem cortando sem compaixão recursos para setores fundamentais da vida dos gaúchos e gaúchas como a saúde, educação e segurança, além de torturar os servidores estaduais com o parcelamento de salários”, diz o presidente do SindBancários. “Seu governo não induz ao crescimento econômico, o que traz esta sensação de terra arrasada. Agora está acontecendo aquilo que o neoliberal Sartori escondeu durante toda a sua campanha eleitoral”, completa Everton Gimenis.

 

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