Peças da oficina do SindBancários refletem sobre a vida que levamos na quinta-feira, 8/12, no Teatro de Arena. A entrada é franca

O resultado de um ano de ensaios e de esforços da Oficina de Teatro do SindBancários é de emocionar. Os bancários que participam da oficina farão duas apresentações em um espetáculo, a partir das 20h30, da quinta-feira, 8/12, no Teatro de Arena. As montagens de final de ano da oficina, ministrada pelos autores, diretores, produtores teatrais e oficineiros, Adriane Azevedo e João França, são inéditas. Os textos “Violência” e “Ostra”, de Lélia Couto Almeida abordam a perdas de vidas e a violência contra a mulher. A entrada é franca para 100 lugares.

Adriane conta que “Violência” é como uma espécie de clipe. Tem oito minutos. É uma performance tão densa que nem precisa de muitas palavras. A trilha, com as músicas “Violência” e Epitáfio”, dos Titãs, ajuda a fortalecer a narrativa. “Temos 50 mil pessoas assassinadas no Brasil por ano. Mixamos a performance com as duas músicas dos Titãs. Procuramos produzir um impacto em parte das pessoas que não sabem discutir sem ignorância”, diz Adriane, que assina a direção.

Em novembro, a assessoria de imprensa do SindBancários acompanhou o ensaio numa terça-feira à noite. Os 12 oficineiros, bancários, se dedicaram muito aos ensaios. Em “Violência”, o impacto é a narrativa visual e a trilha. A peça começa como se fossem encontros de pessoas ao acaso. Cada um diz o motivo de uma morte e seu nome. As mortes ocorreram de fato. São vítimas brasileiras que tombaram por assassinato.

No vídeo abaixo, você tem uma amostra da força da peça “Violência” durante ensaio da Oficina.

O impacto do ensaio foi tão forte que levou a diretora de comunicação do Sindicato, Ana Guimaraens, às lágrimas. “Sou dura na queda. Não costumo ficar tocada dessa maneira. Mas a peça está tão forte, tão bem interpretada e tão bem montada que me emocionou. Vale a pena ir para refletir sobre a vida que estamos levando e a forma como vemos o outro”, disse Ana.

Em “Ostra” o efeito cênico é demonstrar o sofrimento das mulheres nos consultórios médicos. A personagem feminina e seu marido vão ao médico para fazer mamografia sete vezes para saber se ela estava grávida. O efeito cênico aqui é a genialidade da adaptação da peça original, com três personagens, para a participação de todos os 12 oficineiros, provocando uma espécie de reverberação de vozes de personagens. Esse texto de Lelia Almeida é inédito e faz parte do Projeto “Mulheres da Paz”.

 

MONTAGENS DE FINAL DE ANO

Oficina de Teatro do SindBancários

Quinta, 8/12 | 20h30min | Teatro de Arena (Av. Borges de Medeiros, 835 – Escadaria da Borges/Altos do Viaduto Otávio Rocha , Centro Histórico – Porto Alegre /RS)

ENTRADA FRANCA

Sinopses

OSTRA

Essa montagem estabelece uma dinâmica espacial não natural com corpos e vozes sobre falas compiladas, resultado de conversas da autora Lélia Almeida com mulheres vítimas de violência de todo o país, durante a implementação do Projeto Mulheres da Paz, do Ministério da Justiça, entre os anos de 2007 e 2009. Não consta uma transcrição literal de falas nem de nomes verdadeiros. Um destes textos é “Ostra”, um exercício de ficção sobre uma escuta real, viva, entendendo que somente a literatura pode dar conta de realidades tão complexas e, por vezes, tão absurdas. Mulheres simples e fortes, protagonistas de histórias dramáticas e que mudaram a vida da escritora para sempre.

VIOLÊNCIA

Utilizando como tema de exercício um “clip performance” executado sobre músicas do Grupo Titãs e registros oficiais de violência em uma colagem de áudio, a Oficina de Teatro do SindBancários aqui apresenta uma leitura da agressividade e do individualismo, e através dela aborda as diversas violências, “Violência doméstica, violência cotidiana”, como diz a letra de Sérgio Brito e Charles Gavin.

A performance utiliza o recurso visual, a estrutura de sequência editada e a partitura de movimentos para passar o conteúdo pretendido. Impressão fugaz. Propõe uma intervenção fugaz, efêmera e concentrada para conseguir deixar uma impressão estimulante na experiência interna de cada espectador.

A autora

Lélia Couto Almeida (Santa Maria, 1962) é uma escritora e tradutora brasileira. Depois do mestrado em Literatura Brasileira pela UFRGS, fez seu doutorado em Literatura da América Latina na Argentina. Estreou na literatura com o romance “Antônia”, em 1987. Ganhou o Prêmio Açorianos de 2013 na categoria narrativa longa com seu romance “O amante alemão”.

FICHA TÉCNICA

Oficineiros: Adriane Azevedo e João França

Direção: Adriane Azevedo

Assistência: Raquel Teixeira

Oficinandos: Cláudia Paim, Clóvis Junges, Denise Uster, Eva Soares, Esequiel Braga Pizzutti, Márcio Trindade, Raphael Ricardo, Romolo Andrade, Rosane Mendonça, Silvane Taiarol.

Luz: Carlos Azevedo

Música: “Ya Ribbon” (Dança Circular de autor desconhecido), “Violência” de Sérgio Brito e Charles Gavin e “Epitáfio” de Sérgio Brito

Edição de trilha sonora de João França com locuções de Adriane Azevedo e João França

Figurino: Adriane Azevedo e o grupo

SERVIÇO

O QUE: Montagens de Fim de Ano da Oficina de Teatro do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre

QUANDO: 08 de dezembro de 2016 – Quinta-feira – 20h30min

ONDE: Teatro de Arena – Av. Borges de Medeiros, 835 – Escadaria da Borges/Altos do Viaduto Otávio Rocha – Centro Histórico – Porto Alegre /RS – F. (51) 3226-0242

QUANTO: Entrada Franca

DURAÇÃO: 30 minutos                   CLASSIFICAÇÃO: 14 anos

CAPACIDADE: 100 pessoas – Ar Condicionado – Estacionamento Convênio Safe Park Av. Duque de Caxias, 1247

+ INFO: https://www.facebook.com/events/1614348598868014/?active_tab=discussion

CONTATOS PRODUÇÃO / DIVULGAÇÃO: Fones: (51)  32867442 / 32077442 / 991538267 / 991538268 [email protected]

Fonte: Imprensa SindBancários

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