Patroladores de Leite levam PEC 280 a plenário nesta terça, 25/5

Antes da votação da retirada do plebiscito para venda do Banrisul, deputados vão votar questão de ordem que apontou irregularidades na sessão plenária da vergonha em primeiro turno

E a patrola do governador Eduardo Leite na Assembleia Legislativa está em aceleração máxima desde a semana passada. O líder do governo no parlamento, deputado Frederico Antunes (PP), e o autor da PEC 280/2019, Sergio Turra (PP), são os motoristas da patrola de Leite quando o assunto é tocar a boiada e retirar o plebiscito da Constituição Estadual para facilitar a venda de Banrisul, Procergs e Corsan.

A patrola é tão sem noção e autoritária que nem mesmo a chegada de uma terceira onda mortal de Covid-19 é capaz de sensibilizar os fazedores de privatização de Leite na Assembleia. Depois de um primeiro turno com irregularidade e arranjo de dois votos, o segundo turno da votação está marcado para esta terça-feira, 25/5, na sessão plenária da Assembleia Legislativa que começa às 14h.

Eduardo Leite e seus patroladores de plantão terão dois trabalhos nesta terça. No primeiro, porque o RDI 34 será votado antes de a PEC 280 ir à votação. Esse Requerimento Diverso trata de uma das vergonhas do primeiro turno de votação da PEC 80: a anulação pelo presidente da Assembleia Legislativa, Gabriel Souza (MDB), da questão de ordem do deputado Gerson Burmann (PDT).

Naquela questão de ordem, Burmann denunciara a irregularidade dos votos dos deputados Neri o Carteiro (Solidariedade) e Dalcisio Franciscon (PTB). O primeiro não estava na sessão no momento da votação e não poderia votar. O segundo votou contra, mas seu voto foi computado como sim.

Pois essa RDI 34;2021 será votada antes da Pec 280. Ela seria votada na sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na manhã desta terça-feira, mas a patrola passou na reunião extraordinária de líderes da quinta passada.

E agora o assunto será tema do plenário. Para que a anulação de uma questão de ordem, algo talvez possa ser inédito ou muito raro na Assembleia Legislativa, basta que o governo Leite tenha o voto da maioria presente na sessão.

Para votar qualquer matéria, o quórum mín9imo é de 28 deputados. Nesse caso, Leite precisaria de 15 votos. Entre os 55 deputados, são necessários 28 votos na preliminar da sessão da privatização deste terça-feira, para invalidar a questão de ordem que apontou irregularidades na sessão da vergonha de 27/4..

Lembrando que o governo Leite e seus patroladores obtiveram a aprovação em primeiro turno da PEC 280/2019 na bacia das almas. Precisavam de 33 votos (três quintos do parlamento que totaliza 55 deputados estaduais) para aprovar a PEC 280. Tiveram que distorcer dois votos para conseguir o quórum.

Desde que a PEC 280 voltou a tramitar na Assembleia Legislativa, O SindBancários tem trabalhado para formar uma rede de comunicação para a mobilização e o esclarecimento dos Banrisulenses sobre o que o governo de Eduardo Leite vem fazendo aproveitando dificuldade de informação.

Já vendeu a CEE-D por R$ 100mil. Já entregou o setor de energia a troco de banana. E agora quer entregar o Banrisul, a Corsan e a Procergs, mesmo depois de ter dito que não privatizaria o Banrisul e a Corsan na Campanha Eleitoral de 2018 e que chamaria plebiscito.

O SindBancários tem realizado campanha permanente de mobilização e comunicação em parceria com a Fetrafi-RS e sindicatos de bancários do interior.

Durante toda esta terça-feira, 25/5, um aparato de mobilização irá circular pelas principais ruas de Porto Alegre e de cidades do interior procurando sensibilizar os deputados estaduais e reverter votos para que a PEC 280 não seja aprovada na Assembleia legislativa. Carros de som, outdoors e faixas estarão espalhadas pela cidade.

Esta sessão será decisiva. É o nosso segundo tempo. Todo o esforço dos Banrisulenses é importante nesta hora.

Saiba por que a sessão de 27/4 ficou conhecida como a votação da vergonha da PEC 280

> O deputado Dirceu Franciscon (PTB) votou não, contra a PEC 280, mas seu voto foi computado como sim.

> O deputado Neri o Carteiro (Solidariedade) não estava presente na sessão, mas teve seu voto contado como sim.

> O governador Eduardo Leite cedeu à pressão de deputados da base governista, especialmente do Partido Novo, e rebaixou a bandeira de preta para vermelha do isolamento, atendendo a pedido de liberação das aulas.

> No dia 16 de maio, o governador do estado, Eduardo Leite, anunciou o fim do Distanciamento Controlado por cor de bandeiras. Ele inaugurou o sistema 3As, a flexibilização da mobilidade durante um momento perigoso da pandemia de Covid-19, quando uma nova onda de infeções se anuncia. Os bancos, por exemplo, passam a liberar acesso de uma pessoa por quatro metros quadrados nas agências. O governador acabou com o sistema de trabalho de 50% do quadro da agência atendendo o mesmo número de clientes. Também foi o fim do agendamento. Ele fez isso quando cerca de 25% da população recebeu a primeira dose. Especialistas dizem que a vacina se torna segura depois que 70% da população está vacinada com a segunda dose.

> O governador Eduardo Leite reuniu deputados de sua base e ofereceu um kit asfalto em troca da garantia dos 33 votos necessários para atingir a proporção de três quintos dos deputados para aprovar a PEC 280/2019.

Governo Leite aposta as vidas dos gaúchos com a PEC 280

Taxa de casos por 100 mil habitantes

30 de abril: 8.403 doentes por 100 mil habitantes do RS.

20 de maio: 9.176 doentes por 100 mil habitantes do RS.

Depois da sessão plenária da vergonha (27/4), a taxa de doentes de Covid-19 aumentou 9,2%.

Número de mortos por 100 mil habitantes

30 de abril: 219,31

20 de maio: 237,59

Depois da sessão plenária da vergonha (27/4), a taxa de mortes por Covid-19 por 100 mil habitantes aumentou 8,3%.

Número de casos de Covid-19 confirmados no RS

30 de abril: 974.969

20 de maio: 1.043.927

Depois da sessão plenária da vergonha (27/4), o número de casos de Covid-19 passou de 1 milhão, aumentando 7,1%.

Taxa de mortalidade por 100 mil habitantes

27 de abril: 214,97 mortos por Covid-19 por 100 mil habitantes.

20 de maio: 237,59 mortos por Covid-19 por 100 mil habitantes.

Depois da sessão plenária da vergonha (27/4), a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes aumentou 10,5%.

Ocupação de UTIs

Desde a sessão plenária da vergonha, tivemos uma queda no percentual de leitos de UTIs ocupados, quer dizer, hospitalizações por doentes de Covid-19. Em 27 de abril, dia da votação da vergonha, eram 85,1% de leitos de UTIs ocupados no Estado.

Este número caiu até 77,3% no dia da apresentação oficial do Sistema 3As no lugar do Distanciamento Controlado por cores de bandeiras, dia 16 /5. Na quinta-feira, 20/5, a hospitalização voltou a subir, batendo em 78,7%, quer dizer, 1,4 ponto percentual superior ao registrado quatro dias antes.

Novos casos e mortes desde a votação da vergonha

Depois que Leite trocou votos pelo fim do Distanciamento Controlado por cores de bandeiras para retirar o plebiscito da Constituição Estadual e entregar Banrisul, Procergs e Corsan foram registrados 78,9 mil novos casos de Covid-19 no Estado.

Em 24/4, o RS registrava o total de 24.196 mortos por Covid-19. Os dados de 19 de maio, fechados na quinta, 20/5, mostram que chegamos a 27.031 mortos. Quer dizer, desde a votação da vergonha, ao menos, 2,5 mil gaúchos morreram por Covid-19.

Fonte: Imprensa SindBancários

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