“Pastor Cláudio” executa a Ditadura

Ex-delegado confessa em documentário seu papel de matador de militantes políticos e expõe mais uma face horripilante da Ditadura Militar

Dificilmente qualquer pessoa que não tenha vivenciado os horrores da Ditadura Militar sairá indiferente às declarações do ex-delegado carioca que foi agente do Regime Militar. O documentário “Pastor Cláudio” contém frases cortantes, incinerantes e executoras, literalmente. Na entrevista que dá ao psicólogo militante dos direitos humanos, Eduardo Passos, o hoje pastor evangélico Cláudio Guerra não deixa dúvidas sobre o papel que desempenhou durante a Ditadura Militar nos 76 minutos do filme que está em cartaz no CineBancários nas sessões das 19h, de terça a domingo.

O trailler já é revelador e autoexplicativo. Basta que interpretemos frases ditas na lata pelo ex-chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro durante a Ditadura para sabermos que o período de chumbo que durou 21 anos (1964-1985) foi muito mais duro do que imagina nossa contemporânea militância política. “Eu passei um período sendo executor. Então a gente chegava, ‘é aqueles dois ali’. Então, a gente já sacava e executava. Eu saquei e atirei na cabeça dele”, diz em um tom de voz sem remorsos.

A entrevista com um psicólogo soa como uma meio de expiar as culpas, afastar os demônios. Mas o hoje pastor evangélico, o pastor Cláudio, dá tintas ainda mais cruéis ao modus operandi da Ditadura Militar brasileira. “Eu levei 12 corpos para serem incinerados ali na Usina de Campos”.

Essa frase direta revela muito mais do que aparenta. Muitos desaparecidos políticos, cujas famílias não puderam nem homenagear com um enterro digno, ainda hoje esperam informações. Pastor Cláudio é um fóssil que fala a essas famílias.

Expiar os demônios de um executor, especialidade que muitos nem sabiam existir na Ditadura Militar Brasileira, torna a democracia e a luta por ela nos tempos de agora ainda mais importante. “Pastor Cláudio” não vale só pelo que revela, mas pelo que impõe. Que entendamos a importância de lutar sempre por direitos e por democracia.

Ingressos

Os ingressos podem ser adquiridos por R$ 12,00 na bilheteria do cinema ou no site ingresso.com . Idosos, estudantes, bancários sindicalizados, jornalistas sindicalizados,portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 6,00. Aceitamos Banricompras, Visa, MasterCard e Elo.

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PASTOR CLAUDIO

Brasil, documentário, 2017 , 76 min.

Direção, roteiro e produção-executiva: Beth Formaggini

Sinopse: Conversa entre o Bispo evangélico Cláudio Guerra, ex-chefe da Polícia Civil que assassinou e incinerou militantes que se opunham à Ditadura Militar brasileira e Eduardo Passos, psicólogo militante dos direitos humanos. Terças a domingo às 19h.

 

ELEIÇÕES

Brasil, documentário, 2018, 100 min.

Direção: Alice Riff

Sinopse: É época de eleições para o grêmio estudantil. Secundaristas se organizam para a corrida eleitoral. Quatro grupos de estudantes, com opiniões e visões de mundo diferentes, criam propostas, debatem estratégias de campanha e lutam por melhorias na escola. Os conflitos e tensões entre as chapas revelam suas diferenças políticas, e a contundência da realidade cotidiana convive com a resistência do sonho, da amizade e do direito de criar caminhos para o mundo em que se acredita. Terças a domingos às 17h.

 

O ÚLTIMO TRAGO

Brasil, drama, 2016, 93 min.

Direção: Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Prett

Sinopse: Uma mulher resgatada à beira da estrada incorpora o espírito de uma guerreira indígena desencadeando uma série de eventos que atravessam os tempos e os espaços. Do sertão nordestino ao litoral, séculos de lutas de dominação e resistência. Terças a domingos às 15h.

HORÁRIOS DE 14 A 20 DE MARÇO:

15h: O último trago

17h: Eleições

19h: Pastor Claudio

Fonte: Imprensa SindBancários

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