Para SindBancários, bancos pagam preço da greve dos vigilantes por terem terceirizado trabalhadores. Leia também orientações para bancários

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A greve dos vigilantes no Rio Grande do Sul chegou ao seu terceiro dia, nesta quarta-feira, 11/3, com o anúncio de que vai continuar. Os trabalhadores das empresas privadas rejeitaram mais uma proposta de reajuste e manterão o movimento nesta quinta-feira, 12/3. O SindBancários apoio a greve dos vigilantes, considera justas as reivindicações e avisa que está nas ruas acompanhando a greve e observando se as agências bancárias estão cumprindo a legislação e se estão abrindo sem o número de vigilantes exigido por lei. Nos três primeiros dias de greve, agências foram fechadas por causa da falkta de segurança para os trabalhadores bancários trabalharem.

 

O presidente do SindBancários, Eveton Gimenis, diz que os próprios bancos hoje pagam o preço da terceirização dos serviços de segurança. A questão é histórica. Nos anos 1990, durante o governo neoliberal do presidente Fernando Henrique Cardoso, os bancos reestruturam o modelo de negócio. Demissões em assa e terceirização atingiram em cheio os bancários e vigilantes.

 

“As terceirizações são as responsáveis por esta greve. Foram os próprios bancos que ajudaram a criar empresas privadas de segurança para reduzir custos e cortar benefícios de vigilantes que eram considerados trabalhadores bancários. Agora, eles reclamam que a greve traz prejuízos por causa das agências fechadas. Os bancos devem agora falar com os empresários do setor de segurança para que eles atendam as demandas legítimas dos vigilantes”,  afirmou Everton Gimenis.

 

Os vigilantes reivindicam reajuste salarial de 12% e aumento de R$ 14 para R$ 18 no Vale Refeição. A proposta patronal está muito aquém da reivindicação. Os donos de empresas de segurança oferecem reajuste de 7,16% e aumento de R$ 1,20 no vale-refeição (passaria para R$ 15,20). O piso salarial dos vigilantes é de R$ 1.119,80 e eles não têm plano de saúde.

 

Orientação aos bancários sobre a greve dos Vigilantes. Informe-se sobre o plano de segurança de sua agência

 

De acordo com a Lei Federal 7.102/83, os estabelecimentos bancários e as instituições financeiras devem atender ao público com no mínimo dois vigilantes. Agência que não cumpre a lei recebe multa e deve ser fechada, pois expõe trabalhadores e clientes à falta de segurança. O SindBancários orienta os trabalhadores bancários a observarem e se informarem sobre o Plano de Segurança de sua agência e denunciarem irregularidades para o Sindicato.

 

> Informe-se sobre o Plano de Segurança da sua agência. Ele estabelece o número de vigilantes mínimos para o serviço. Leva em consideração a localização da agência, o número de clientes, o número de trabalhadores e dimensiona o número de vigilantes necessários para realizar a segurança. Este Plano de Segurança é realizado sob a supervisão de órgãos de segurança pública, como Brigada Militar e Polícia Federal.

 

> Em hipótese alguma, bancários podem operar equipamentos de segurança, como portas-giratórias e cofres boca de lobo. A operação desses equipamentos deve ser feita por pessoal treinado.

 

> Bancário também não pode carregar malote. Se isto estiver acontecendo, o trabalhador deve denunciar imediatamente para o Sindicato.

 

> Em caso de dúvida, por favor, entre em contato. O Sindicato garante sigilo.

 

DENUNCIE

 

Fone: (51) 3433-1225

 

 

Orientações que alguns bancos estão seguindo

 

> Com um vigilante na agência, o expediente é interno e o autoatendimento fica aberto.

 

> Com dois vigilantes, dependendo do plano de segurança da agência (3 ou 4 vigilantes), a agência fica aberta com atendimento contingenciado.

 

> Sem vigilantes, a agência fica fechada.

 

> No caso de agências grandes, quando plano de segurança prevê 10, 12, 15 vigilantes e houver apenas dois, não é suficiente. Então a agência tem que ficar fechada. Se ficar aberta, denuncie para o SindBancários.

 

 

Por que os vigilantes estão em greve?

 

No boletim da greve dois vigilantes, publicado nesta terça, os trabalhadores, por meio do SindiVigilantes do Sul justificam o movimento de paralisação, falando direto aos usuários do serviço que prestam.

 

> Estamos em greve para que você, cidadão, tem um melhor atendimento e segurança.
> Porque você merece qualidade no atendimento e segurança nas escolas, hospitais, bancos, empresas, entre outros.
> Não merece que vigilante estressado lhe atenda.
> Precisamos ser valorizados e fazer valer nossos direitos.

 

 

 

Fonte: Imprensa SindBancários

 

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