Para defender Banrisul da privatização, vamos à assembleia nacional deste sábado, 18/3

Primeiro, o governador Sartori e seus aliados na Assembleia Legislativa juraram que não venderiam o Banrisul. No capítulo seguinte do novelão da crise das finanças do Estado, o governo de Temer, por meio de seus ministros Eliseu Padilha e Henrique Meirelles, passaram a pressionar. Ou o Banrisul era vendido ou não haveria ajuda financeira para o Estado sair da crise histórica em que se encontra nem poderia entrar no Regime de Recuperação Fiscal.

Bastou os Banrisulenses se mobilizarem, irem para a Assembleia Legislativa e garantirem 24 assinaturas das 19 necessárias para a criação da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público e o discurso do governo do Estado mudou. Agora, a conversa virou para o lado da demagogia. Na Assembleia Legislativa, já tem deputado achando que federalizar o Banrisul é o que vai tirar o Estado da crise.

No capítulo mais recente da ameaça ao Banrisul, o dramalhão veio na véspera do Carnaval. Num samba atravessado, o governo Temer entregou à Câmara dos Deputados o PLP 343/17. Trata-se de um Projeto de Lei, o chamado Regime de Recuperação Fiscal  que obriga os Estados a entregarem o patrimônio público para ficar apenas três anos sem pagar a dívida com a União. Para ter acesso a essa moratória, o Estado tem que esquecer tudo que a União lhe deve, congelar salários de servidores públicos e entregar todas as empresas públicas, como a CEEE, a Sulgás, CRM, Corsan e,claro, o Banrisul.

O governo Sartori não pode dizer isso. Afinal, ele quer vender o Banrisul de qualquer jeito. Por isso, depois que o Banrisulenses o pressionaram ele passou a falar em federalização. Lembremos que 2018 é ano de eleição. Sartori, espertamente, saiu com essa de federalização para matar dois coelhos com apenas uma paulada. Diz que não vendeu o banco e deixa para o governo Temer e sua turma a tarefa de passar o Banrisul federalizado nos cobres para um banco privado.

Vai acontecer o que já aconteceu com o Banespa e Meridional nos anos 1990 e início dos 2000 quando passaram ao Santander. Depois de federalizado, os bancos foram vendidos ao banco espanhol. Vários colegas bancários foram sumariamente demitidos, perderam direitos ou tiveram suas carreiras prejudicadas pela privatização.

Os Banrisulenses já sabem que há outras saídas à crise financeira que não a venda do patrimônio público ou o disfarce da federalização. Basta que o governador Sartori cobre junto à União uma dívida por compensações da Lei Kandir. A dívida global e histórica do Rio Grande do Sul cairia 10 vezes com um simples encontro de contas sem precisar enrolar os gaúchos com federalização, pois o RS deve cerca de R$ 50 bilhões, e o governo federal deve cerca de R$ 45 bilhões ao nosso Estado.

Banrisulenses, já conseguimos com as nossas ações na Assembleia Legislativa e com a nossa mobilização tirar o governador Sartori e o governo Temer de suas zonas de conforto privatistas. Chegou a hora de avançar. No dia 18 de março, sábado, a partir das 9h30temos o compromisso de participar da Assembleia Nacional dos Banrisulenses.

Chegou a hora de ampliar a nossa mobilização e participação. O governo Sartori já recuou e até a grande mídia já fala no encontro de contas, a saída que até o STF reconhece como fator que vai atenuar e muito a crise fiscal de estados em dificuldades como é o caso do Rio Grande do Sul. Com o encontro de contas, os Estados recebem os créditos da Lei Kandir e não precisam assinar nenhum regime de recuperação fiscal nem vender nada de patrimônio público.

A nossa luta pelo encontro de contas começou na Plenária dos Banrsiulenses em 16 de fevereiro na Casa dos Bancários. Uma das provas de que está valendo a pena lutar pelo Banrisul público, sugerindo saídas é a viagem que nove deputados estaduais gaúchos realizaram a Brasília nesta terça-feira, 14/3. O presidente da Assembleia Legislativa, Edegar Pretto (PT) lidera o grupo que irá conversar com lideranças da Câmara dos Deputados para acelerar a votação de uma Lei que regulamente os pagamentos da Lei Kandir aos Estados.

Vamos fortalecer a nossa luta e resistir para que o Banrisul continue esse banco com compromisso social e econômico que há quase 90 anos ajuda o Estado a vencer crises e a crescer.

Só a nossa luta garante o Banrisul de todos os gaúchos!

Assembleia Nacional dos Banrisulenses

Sábado, 18/3 | 9h30 | Sede da Fetrafi-RS (Rua Cel. Fernando Machado, 820, Centro Histórico de Porto Alegre)

Ato de Lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público

Quarta-feira, 22/3 | 18h | Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa do RS

Fonte: Imprensa SindBancários

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