Papo Saúde – Cláudia Lucchese*

Coluna da colega do Banrisul "Os mitos que atrapalham a ginástica laboral" fala sobre o quanto é importante praticar ginástica laboral

Os mitos que atrapalham a ginástica laboral

Olha, meus amigos, se tem alguém que se sente à vontade em falar sobre ginástica no trabalho, essa pessoa sou EU. Não estou dizendo que sou expert, que sei tudo, mas, há pelo menos 20 anos, trabalho com essa prática. E, além do meu trabalho no banco, já a vivenciei, como professora, em indústrias e comércios. Alguns colegas da Educação Física brincam comigo que sou uma “Dinossaura” na Ginástica Laboral.

Portanto, aproveito esse espaço para desmistificar alguns conceitos e teorias bobas que atrapalham a evolução da Ginástica Laboral. Talvez eu perca alguns admiradores do meu trabalho após essa leitura, mas só estou tentando dividir honestamente meus conhecimentos com vocês.

A propósito, você sabe exatamente o que é Ginástica Laboral? E para que serve? Vou tentar responder a essas duas perguntas com exemplos reais do que ouço por aí e que considero apenas um mito.

Primeiro, a Ginástica Laboral é uma prática, com duração de 10 a 15 minutos que deve acontecer durante a jornada de trabalho. Tem diversos objetivos na promoção da saúde, entre eles: compensar as estruturas osteomusculares, relaxando as que estão sob tensão e ativando aquelas pouco utilizadas, principalmente, por posturas estáticas e sentadas. Dito isso, enumero para vocês as “bobices” que estragam esse trabalho:

1) O pensamento de que “massagem” é importante nessa hora. Jamais! O que melhor funciona são alongamentos dinâmicos e estáticos, que realmente permitem o relaxamento de fibras musculares, exigidas durante as tarefas do dia. Infelizmente, as empresas disponibilizam poucas sessões durante a semana, portanto, temos que optar por exercícios mais eficazes e que nos permitam trabalhar consciência corporal.

2) Outro mito que escuto, comum entre pessoas que não desejam realizar a pausa ativa: professora, eu não preciso fazer, pois já faço musculação todos os dias. Caro leitor, os objetivos são diferentes, e nenhuma dessas práticas fora do trabalho substitui a sua pausa para distensionar a musculatura.

3) Mais um erro gravíssimo: participar das sessões de ginástica laboral, mas não mudar hábitos de posturas inadequadas no resto do seu dia laboral. O que chamamos de Ergonomia Postural e que explicarei melhor na próxima edição desse jornal.

Por fim, ao encerrar esse tema, gostaria de reafirmar o que sempre defendo em minhas palestras motivacionais. Ginástica Laboral é uma gota no oceano da prevenção e promoção da saúde. Ou seja, para realmente mantermos nossa qualidade de vida, tanto durante o trabalho como no nosso dia a dia lá fora, temos que atentar também para outras questões físicas e mentais. Prometo discorrer sobre essas ações em nos nossos próximos encontros.

Abraços saudáveis!

* Profissional de Educação Física e coordenadora do Programa de Qualidade de Vida do Banrisul

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