Pacote de Sartori ao Legislativo prevê criação da Banrisul Cartões, fragilizando o banco estadual

O fatiamento do Banrisul, objeto de desejo do mercado financeiro e símbolo dos políticos neoliberais gaúchos, é um dos projetos do pacote que o governador José Ivo Sartori envia nesta sexta-feira, 07/08, para avaliação da Assembleia Legislativa. No caso, trata-se de criar a subsidiária da Banrisul Cartões. Se a manobra de Sartori for aprovada pelos deputados, a nova empresa enfraquece o Banrisul como um todo, e as bandeiras Visa e Mastercard, as principais de crédito, passam a ser administradas pela nova subsidiária. Hoje, elas estão vinculadas ao próprio banco.

A proposta inserida no pacote de maldades de Sartori (baseada na redução do estado e precarização das relações de trabalho), caso seja aprovada, deixará que a nova subsidiária coloque no mercado até 49% de suas ações, sem autorização do Legislativo. Vale lembrar que a Banrisul Cartões teve lucro líquido de R$ 117,1 milhões no ano passado, o que é 184,6% superior ao de 2013. Especialistas calculam seu valor de mercado acima de R$ 2 bilhões.

“Estruturas enxutas”, o que significa menor número de trabalhadores, com mais exploração da mão de obra, e “custos mínimos”, representando precárias condições de trabalho, podem ser esperadas pelos trabalhadores, em caso de aprovação do fatiamento da Banrisul Cartões.

Sindicato mobilizado

“Estamos mobilizados e vamos acompanhar de perto a discussão na Assembleia Legislativa”, diz o presidente do Sindancários, Everton Gimenis. “Nos preocupa também o governador ter enviado este projeto em regime de urgência, quando se trata de uma medida que vai ter grande impacto não só na nossa categoria, mas na estrutura financeira do estado, já que fragiliza o Banrisul”.

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