Os três anos de uma greve geral histórica

28 de abril é um dia histórico da luta dos trabalhadores

Caroline Heidner*

Neste dia, em 2017, fizemos a maior #GreveGeral do nosso tempo, de dimensão comparável apenas à greve de 1917.

A grande adesão ao movimento se deu pela ampla articulação que uniu o sindicalismo, os movimentos sociais – de forma significativa MST e os movimentos por moradia –, as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, e ainda setores significativos da Igreja Católica.

Mas não só. A pauta principal era barrar a reforma da Previdência. Terceirização, que havia sido aprovada um mês antes, e reforma trabalhista também estavam pautados no movimento grevista, mas o que de fato mobilizou os trabalhadores foi a reforma da Previdência.

E isso foi percebido por todos, a ponto do governo Temer rapidamente recuar na reforma da Previdência e passar a trabalhar a todo o vapor para a reforma trabalhista.

As dificuldades de compreensão dos trabalhadores sobre os prejuízos da reforma trabalhista frente à narrativa dominante de “modernização” associada à promessa da geração de empregos, desmobilizou a greve convocada para 30 de junho daquele ano, que teve adesão muito inferior que a de 28 de abril.

O governo Temer conseguiu aprovar a reforma trabalhista em 13/07/2017.

A greve geral de 28 de abril deixou a lição de como se constrói um movimento vitorioso. Mas também a constatação das limitações da luta dos trabalhadores para desdobrar a sequência daquele movimento em tempos de desemprego elevado e de forte ofensiva da mídia corporativa.

O pós-pandemia exigirá povo nas ruas. Que possamos repetir o 28 de abril de 2017.

*Diretora do SindBancários e empregada da Caixa

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