O Sindicato sempre vale a pena

Colegas que foram sorteados durante Campanha de Sindicalização estiveram no Sindicato para pegar seus prêmios. Saiba por que eles se sindicalizaram

Eles se deram conta bem rapidinho que os tempos para os Sindicatos iam ficar complicados. E, se fica ruim para o Sindicato, fica ruim para o trabalhador. É uma questão de lógica: quanto mais trabalhador, mais forte o Sindicato.

Por isso dois colegas bancários atenderam o chamado do SindBancários desde o ano passado quando foi criada a Campanha de Sindicalização, Diga S!M ao Sindicato. E, além de fortalecerem a luta pelas conquistas históricas dos bancários, como a PLR, jornada de seis horas, piso salarial e vales e cestas, eles não tiveram dúvida. Sindicalizar-se valeu a pena não só por causa dos prêmios que eles ganharam, mas porque o Sindicato ajuda a melhorar a vida do trabalhador.

Joshua Abdi de Morais, nosso colega do Banrisul, e Fagner Pires Guedes, colega do Santander, passaram na Tesouraria do Sindicato, na quarta-feira, 3/7, para pegarem seus cheques. Eles transformaram os prêmios que ganharam no sorteio em valor em dinheiro.

Joshua foi sorteado e ganhou o equivalente ao valor de um Smartphone Motorola. Ele trabalha como assistente na Diretoria Geral (DG) do Banrisul, onde começou há cinco anos. “Decidi me associar bem no momento em que começou a reforma trabalhista. Foi o começo do ataques aos sindicatos. Foi quando começou a ameaça”, explicou Joshua.

O caso do colega Fagner Pires, gerente de negócios, foi de recadastramento. Desde que ingressou no Santander, há oito anos, ele é associado ao Sindicato. No sorteio, ganhou uma TV Samart 55 polegadas. Pegou o equivalente ao valor em um cheque. “Sempre faço. É importante o Sindicato em sentido geral”, diz ele.

Os dois receberam os cheques das mãos da funcionária do Sindicato, Adriana Nunes.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, conta que os casos dos dois colegas premiados pela Campanha de Sindicalização e os motivos que os levaram a buscar o Sindicato mostram que, desde 2016, os governos e os parlamentos não param de fazer ataques aos direitos dos trabalhadores. “Desde 2016, tivemos ataques a empresas públicas, entrega de pré-sal, reforma trabalhista e terceirização. E agora temos a reforma da Previdência. É muito bom saber que os colegas estão conscientes da importância do Sindicato na vida deles”, explicou Gimenis.

O diretor de finanças do SindBancários, Tiago Vasconcellos, diz que, se os últimos dois anos foram de ataques aos direitos dos trabalhadores, desde que o governo Bolsonaro assumiu, os ataques passaram a ser diretamente aos Sindicatos. Um deles foi a Medida Provisória 873. Nela, Bolsonaro decretou que os Sindicatos não podem descontar as mensalidades dos trabalhadores, o que prejudica a luta. “Estamos num contexto de retirada de direitos e de desemprego. E tem ainda toda a tramitação da reforma da Previdência. Eles querem enfraquecer os Sindicatos para tirar ainda mais direitos”, avaliou Tiago.

Fonte: Imprensa SindBancários

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