Documentário de Jorge Furtado, tem estreia nacional

O Mercado de Notícias, documentário de Jorge Furtado, tem estreia nacional no CineBancários

O jornalismo ou o mercado do jornalismo não tem recebido a devida atenção do cinema brasileiro. Em parte porque não é conveniente falar de imprensa nacional sem expor a sua face menos visível ou que necessariamente precisa ser escondida. Por isso, o documentário do cineasta gaúcho Jorge Furtado já traz no título a intenção do que se pretende com um filme que entrevista vários jornalistas: “O Mercado de Notícias” tem estreia nacional em 7 de agosto. O CineBancários, junto com o Espaço Itaú, estará exibindo nesta data.

Quem se lembra de um grande filme sobre as desventuras do jornalismo brasileiro? Não se tem notícia de um filme mais recente que trate de revelar como a imprensa nacional costuma ser imprensa nacional. Não é possível saber se o filme de Jorge Furtado cumprirá esse papel. Mas pode-se prescrever que é promissor. Basta ver que, entre os jornalistas entrevistados para o documentário, há uma seleção equilibrada.

Além das entrevistas, há a encenação da peça O Mercado de Notíciasque ilustra o surgimento do jornalismo no século 17. A peça, cujo título em inglês The staple of news, foi escrita pelo dramaturgo inglês Ben Jonson, em 1625, mesmo ano em que foi encenada pela em Londres. Para o filme o diretor Jorge Furtado e a professora Liziane Kugland fizeram a primeira tradução para a Língua Portuguesa.

Nomes de celebridades de imprensa nacional que atuam em grandes media, como Cristiana Lôbo (Rede Globo), Fernando Rodrigues (Grupo Folha), formam um contraponto necessário com nomes mais articulados com um jornalismo de blog e de revistas progressistas como Leandro Fortes e Mino Carta (ambos da Carta Capital). Se o documentário não trará uma sugestão de como deveria ser a imprensa no país, ao menos, a seleção de nomes dá uma boa dimensão de que houve preocupação em ouvir muitos dos lados dos agentes envolvidos no mercado de notícias. E as vozes foram devidamente diferenciadas.

“Acredito que um documentário, para ser durável – e ele deve ser, mais que uma notícia –, tem que ser útil, no sentido de iluminar um tema, uma atividade, uma época. Deve servir de elemento deflagrador de debates, instigar novas pesquisas, despertar nos espectadores aquilo que o Umberto Eco chama de “espírito de decifração”. O Mercado de Notícias debate critérios jornalísticos, e este é o seu sentido e o sentido da peça de Jonson. É também uma defesa da atividade jornalística, do bom jornalismo, sem o qual não há democracia”, diz o diretor Jorge Furtado, em depoimento pinçado no texto de apresentação do filme na página oficial.

Confira a grade de horários

Prêmio
Melhor Documentário pelo júri oficial e popular da Mostra Competitiva de longas documentários internacionais do 18º Cine PE www.omercadodenoticias.com.br

Os jornalistas
Mercado de Notícias traz depoimentos de 13 importantes jornalistas brasileiros sobre o sentido e a prática da profissão, as mudanças na maneira de consumir notícias e o futuro do jornalismo. O filme reflete casos recentes da política brasileira, onde a cobertura da imprensa teve papel de grande destaque. São eles: Bob Fernandes, Cristiana Lôbo, Fernando Rodrigues, Geneton Moraes Neto, Janio de Freitas, José Roberto de Toledo, Leandro Fortes, Luis Nassif, Mauricio Dias, Mino Carta, Paulo Moreira Leite, Raimundo Pereira e Renata LoPrete.

A peça
O surgimento do jornalismo, no século 17, é apresentado pelo humor da peça O Mercado de Notícias (The staple of news), escrita pelo dramaturgo inglês Ben Jonson, em 1625.

O diretor
Jorge Furtado é sócio da produtora Casa de Cinema de Porto Alegre. Dirigiu e roteirizou os longas Houve Uma Vez Dois Verões (2002), O Homem Que Copiava (2003), Meu Tio Matou Um Cara (2005), Saneamento Básico, O Filme (2007) e o episódio Estrada, do longa-metragem Felicidade É… (1995). Foi premiado no Brasil e no exterior com os curtas-metragens O Dia Em Que Dorival Encarou A Guarda (1986), Barbosa (1988), Ilha Das Flores (1989), Esta Não É A Sua Vida (1991), Ângelo Anda Sumido (1997) e O Sanduíche (2000). Para a TV Globo, dirigiu a série Cena Aberta(2003), a minissérie Luna Caliente (1998) eHistória Do Amor (2011), e escreveu dezenas de roteiros: Agosto (1993), Memorial De Maria Moura (1994), A Invenção Do Brasil (2000), etc., além da série Comédias Da Vida Privada, da qual também dirigiu o episódio Anchietanos (1997).

A equipe
Roteiro e Direção: Jorge Furtado
Produção Executiva: Nora Goulart.
Montagem: Giba Assis Brasil
Direção de Fotografia: Alex Sernambi / Jacob Solitrenick
Direção de Arte: Fiapo Barth
Figurinos: Rosângela Cortinhas
Elenco da peça: Antônio Carlos Falcão, Eduardo Cardoso, Elisa Volpatto, Evandro Soldatelli, Irene Brietzke, Ismael Caneppele, Janaina Kremer, Marcos Contreras, Mirna Spritzer, Nelson Diniz, Sérgio Lulkin, Thiago Prade, UrsulaCollischonn, Zé Adão Barbosa.

mercado_cartaz_web

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER