Números nacionais da violência bancária apresentados pela Fenaban não condizem com a realidade

A Fenaban apresentou o balanço dos dados sobre roubos a agências bancárias em 2015, durante primeiro encontro da Mesa Temática da Comissão Bipartite de Segurança Bancária de 2016, realizado na sexta-feira, 11/3, em São Paulo. Segundo os banqueiros, o Brasil teria registrado apenas 394 roubos no ano passado. A região Sudeste foi a campeã, com 113 ocorrências no primeiro semestre e 95 no segundo semestre. Seguida pela Nordeste, com 40 no primeiro semestre e 53 no segundo. A Sul teve 23 no primeiro e 26 no segundo. A região Norte teve 10 no primeiro e 11 no segundo. E Centro-oeste teve 5 no primeiro e 8 no segundo.

O secretário de Políticas Sindicais da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Gustavo Tabatinga, revelou que o movimento sindical discorda dos números. “Os números apresentados não condizem com a realidade vivida pela categoria nas agências. Vamos analisar e comparar com nossos números para voltar à mesa de negociação.”

Ele contou que durante a reunião desta sexta, os representantes dos trabalhadores reafirmaram a necessidade da mesa bipartite avançar nas discussões dos dispositivos de segurança, como implantação de biombos dentro das agências. “Discutimos com os bancos a ampliação do projeto-piloto de segurança-bancária para todo o Brasil, pois ele obteve bons resultados onde foi implantando, mas que precisa ser melhorado, com a inclusão de mais itens de segurança”, afirmou Gustavo Tabatinga sobre o projeto piloto implantado em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.

“Os bancos precisam entender que é preciso implementar mais mecanismos de segurança nas agências, como os biombos, que são de simples instalação e garantem a privacidade no momento das transações bancárias, além de prevenir crimes como os chamados ‘saidinhas de banco’”, explicou o secretário.

Além dos biombos nos caixas, a categoria bancária tem reivindicado outras medidas mais eficazes de prevenção de assaltos em sequestros, como a permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento. Abertura e fechamento remoto das agências e fim da guarda das chaves por funcionários.

“A Fenaban pediu que a proposta passe por uma avaliação jurídica, já que segundo a federação a expansão do projeto exigirá a aprovação de leis estaduais e municipais sobre o tema. Nós concordamos com a avaliação jurídica, mas reforçamos que a expansão da medida é essencial para garantir a segurança da categoria”, relatou o dirigente da Contraf-CUT, Jair Alves.

A Contaf-CUT levará o detalhamento dessa discu1ssão ao Comando Nacional. A próxima reunião será agendada para os próximos meses.

Fonte: Contraf-CUT

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