Nova proposta de ajuda de custo trava acordo do teletrabalho

Dirigente sindicais rejeitaram dividir valor de R$ 80 em dois para pagar o home office antes e o pós pandemia e pediram compromisso da diretoria do banco com não retorno ao trabalho presencial em outubro

A reunião para mais uma rodada de negociação à construção do Acordo Coletivo do Teletrabalho do BRDE, na tarde da terça-feira, 14/9, com representantes da diretoria do banco terminou em novo impasse. Desta vez, os negociadores representantes da diretoria do banco apresentaram uma proposta de valor de ajuda de custo no BRDE que foi apontada como insuficiente na mesa pelos dirigentes sindicais e travou a finalização de uma proposta apreciável por assembleia dos(as) trabalhadores(as).

Os negociadores do banco já haviam sinalizado o pagamento de ajuda de custo para o período emergencial da pandemia, de março de 2020 até o fim de decreto emergencial, de R$ 80. Mas terça fizeram uma nova proposta que, na prática, é um recuo.

O banco propõe pagar R$ 20 como ajuda de custo no período posterior à pandemia e reduz a ajuda de custo retroativa da pandemia ao valor de R$ 60 por mês.

A diretora do SindBancários, Caroline Heidner, criticou a proposta aos negociadores, asseverando que, na verdade, o banco está retirando recursos que já haviam sido sinalizados em negociação anterior.

“A diretoria do BRDE precisa levar em consideração que bancário sabe fazer conta. Essa proposta reduz em 15% a ajuda de custo do período da pandemia, que atingirá quase todos os funcionários do banco. Considerando que o banco já explicitou em mesa que no pós-pandemia pretende manter apenas 30% do quadro em teletrabalho, essa “economia” de 15% equivale a cerca de 5 anos de ajuda mensal de R$ 20. Isso sem falar que o valor em si é muito baixo”, detalhou.

Os dirigentes dos sindicatos de Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba também cobraram um compromisso do banco de não promover o retorno ao trabalho presencial antecipadamente e acompanhar as resoluções das reuniões entre Comando Nacional dos Bancários e Fenaban.

Os dirigentes pediram a entrega de uma minuta com cláusulas da proposta do banco redigidas até a sexta-feira, 17/9. O banco ficou de enviar a minuta completa nesta data e aceitou marcar uma nova reunião para a terça-feira, 21/9.

O presidente do SindBancários, Luciano Fetzner, fez alusão ao novo reajuste do valor da taxa extra da bandeira tarifária por conta da crise hídrica por consumo de 100 kwh de energia elétrica , baixada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com validade desde 1º de setembro.

“Fica complicado, depois de sinalizar com um valor, dividir em dois. Isso em uma conjuntura na qual vemos o governo cobrando R$14,20 de taxa extra da nova bandeira tarifária, por exemplo”, pontuou Luciano.

O diretor do Sintrafi-SC, Luiz Augusto Pereira, o Guto, que é funcionário do BRDE, fez um cálculo aproximado de impacto que a ajuda de custo teria nas finanças do banco.

“Nos três estados [RS, SC e PR], são cerca de 400 funcionários, O banco já disse na mesa que quer colocar 30% em home office. São cerca 120 colegas. A ajuda de custo vai custar R$ 2.400 por mês, com esse valor de 20 reais. O impacto financeiro é muito pequeno para o banco”, afirmou Guto.

Assista ao vídeo de ação sindical do SindBancários que pede proposta de teletrabalho à diretoria do BRDE

Fonte: Imprensa SindBancários

 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER