Nova direção da Fetrafi-RS assume gestão 2016/2019

A Fetrafi-RS reuniu dirigentes sindicais de todo o Estado, bancários, funcionários da entidade, representantes de outras categorias e convidados em geral na última terça-feira, 19, para apresentação da nova direção da entidade. A solenidade seguida de coquetel foi realizada na sede da Federação e contou com as presenças do presidente da Contraf/CUT, Roberto von der Osten; do secretário de Administração e Finanças da CUT, Quintino Severo e do presidente do SindBancários, Everton Gimenis. A direção da Fetrafi-RS é constituída por sete diretores e diretoras no Colegiado Executivo; cinco Conselheiros (as) Fiscais; dois representantes sindicais e respectivos suplentes. O mandato da gestão 2016/2019 iniciou nesta quinta-feira 21.

As manifestações durante a solenidade de apresentação da nova direção destacaram a importância da Fetrafi-RS para a organização do movimento sindical bancário no RS e os desafios da entidade para o próximo período, entre os quais se incluem a unidade da categoria, a defesa da democracia e a preparação da Campanha Salarial 2016.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, afirmou que a atual conjuntura política do País prenuncia ataques à classe trabalhadora. “Já estão sendo gestados no Congresso vários projetos que tiram direitos dos trabalhadores, incluindo a reforma da Previdência, a questão do negociado sobre o legislado, a terceirização que já foi aprovada na Câmara e vai para o Senado e outras matérias de cunho social que nos atingem. Nós só temos uma condição de enfrentar tudo isso: é com muita unidade e muita luta”, analisa.

Segundo o dirigente sindical, a categoria sempre foi vanguarda e esteve na linha de frente nas lutas políticas e sociais desde a Ditadura, no enfrentamento às privatizações, à reforma da previdência e nos últimos anos contra a terceirização. “Essa nova direção da Fetrafi-RS tem a responsabilidade de unificar a nossa luta, rompendo com o corporativismo e unindo forças com os trabalhadores de todas as categorias. Todos os temas que eu citei que estão na pauta do Congresso são temas gerais. Tenho certeza que o 12º Congresso elegeu uma diretoria capaz de enfrentar os desafios que virão pela frente”, salientou Gimenis.

O representante da CUT Nacional, Quintino Severo, também falou sobre o papel de resistência dos trabalhadores diante do ataque ao governo democrático e no combate aos retrocessos, que se consolidam através do Congresso Nacional. “Todas as direções que tomarão posse no próximo período terão o desafio de combater o golpe. Neste momento se reafirma aqui a necessidade da classe trabalhadora se preparar para enfrentar esta guerra. Perdemos uma batalha para este congresso corrupto e golpista no domingo passado, mas precisamos convencer os trabalhadores que o pior virá pela frente. A nossa primeira tarefa é transformar o 1º de Maio no grande dia de defesa da classe trabalhadora e de combate ao golpe”, convocou o dirigente da CUT.

Inovando a dinâmica de pronunciamentos em solenidades oficiais, a Fetrafi-RS convidou a secretária da entidade, Cida Oliveira a se manifestar em nome da equipe de funcionários. “É com muito orgulho que estamos aqui para andar lado a lado com a direção da Fetrafi-RS, nesta sede maravilhosa, construída com tanta dedicação e empenho pelos bancários. Estou aqui há 24 anos, auxiliando a diretoria junto com os demais colegas. Com certeza, os novos diretores poderão contar sempre conosco para enfrentar todos desafios ao longo da próxima gestão”, afirmou Cida.

O presidente da Contraf/CUT falou sobre o compromisso da nova direção da Fetrafi-RS com a luta dos trabalhadores, bancários e bancárias. “É evidente que esta direção assume num momento de conjuntura difícil. Trata-se de um momento equivalente a 1964, onde as elites do Brasil retiraram um presidente, aniquilaram e neutralizaram os prováveis candidatos a uma próxima eleição e atacaram os direitos de trabalhadores e trabalhadoras. Fica muito claro que o ataque de hoje não é somente à companheira Dilma e ao Lula. Não é à toa que a sede do golpe em São Paulo, que os movimentos e os atos são na Paulista, na frente da Fiesp. Eles são financiados pela Associação Comercial de São Paulo, pela Fiesp e pelas multinacionais norte-americanas, que mantêm os movimentos Brasil Livre e ONGs, que estão organizando os movimentos para tentar legitimar o golpe nas ruas”, denunciou o presidente da Contraf/CUT.

Betão relembrou do escracho da votação do impeachment da presidente Dilma na Câmara, através das manifestações ridículas de parlamentares que diziam votar em nome da família, da religião e até pelo mais conhecido torturador da ditadura militar, General Ustra. “O povo não ouviu daqueles deputados o objetivo e o foco daquele voto, que era um possível crime de responsabilidade. Eles não tiveram coragem de falar isso porque não tinha e porque não tem crime de responsabilidade”, salientou.

O dirigente sindical ainda denunciou a função golpista da mídia conservadora, que instigou cinicamente um público que é a cara dela e que representa hoje uma população branca, heterossexual e que tem dinheiro. Esse foi o retrato das marchas e das comemorações a favor do golpe. As outras marchas que fizeram a resistência tinham negros, quilombolas, trabalhadores, operários, índios, as centrais sindicais e os movimentos sociais. É uma diferença muito grande de qualidade”, ponderou.

Betão destacou que a Contraf/CUT convocou o Comando Nacional para uma reunião na segunda-feira, 25, para discutir conjuntura e mobilização para o próximo período e a construção de um 1º de Maio de resistência heróica. “Vamos mostrar aos senadores que não aceitaremos golpe. Vamos dizer até o minuto final que não vai ter golpe, vai ter luta”, finalizou.

O diretor de Comunicação da Fetrafi-RS, Juberlei Bacelo, falou em nome da nova direção da entidade. “Nós chegamos ao dia de hoje após a realização de um Congresso construído com a participação de cerca de três mil bancários e bancárias, que debateram nas assembleias, que elegeram suas delegações ao debate maior que fizemos aqui, neste mesmo espaço e que elegeu a nova direção. Com muito orgulho estamos tomando posse nesta nova sede, que representa a vitória de uma luta travada coletivamente junto com os sindicatos. No entanto, não basta termos este grande prédio, se não conseguirmos transformar isto aqui em um espaço de reflexão e mobilização para o conjunto da classe trabalhadora e para aqueles que acreditam na construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, destacou o sindicalista.

Quanto à conjuntura política atual, Juberlei ressaltou que muitas vezes a luta sindical é construída a partir de derrotas. “Nós compreendemos o que está acontecendo hoje no país, que é resultado de uma crise de uma visão/interesse do capital nacional e internacional de resolver a sua crise econômica em cima da classe trabalhadora e da maioria dos brasileiros. Esse é o golpe que está em curso. Enfrentamos o debate de dizer à categoria que não estávamos defendendo um governo ou partido, mas a democracia que nos permite ir às ruas todos os anos no mês de setembro e enfrentar nossos patrões na campanha salarial”.

O dirigente sindical também denunciou o golpismo da mídia brasileira. “O resultado da derrota de domingo pôde ser visto quando os grandes meios de comunicação, que têm sido os porta-vozes dos golpistas, tiveram que esconder suas mobilizações. Nós conseguimos mobilizar a cativar um público maior do que aqueles que não querem direitos, mas privilégios. Tenho certeza que a imprensa deve ter considerado um erro a transmissão ao vivo da votação no Congresso Nacional. Nós já sabíamos que aquele parlamento não nos representa, mas ele foi desnudado para o conjunto da população brasileira. Por isso, agora além de lutar contra o golpe é o momento de lutar pela reforma política brasileira e por um Congresso que represente a diversidade do povo brasileiro ao contrário do parlamento homofóbico, machista e racista que foi mostrado no último domingo. Tenho certeza de que muitos estão repensando sua posição sobre o impeachment a partir da votação”.

Juberlei disse ainda que a nova direção da Fetrafi-RS está comprometida com a luta pela democracia e por uma sociedade que não tenha os banqueiros e os donos dos meios de comunicação a mandar e manipular os próprios trabalhadores. “Esses são os desafios de uma entidade que tem uma filiação à CUT, mas que representa muito mais do que isso. Temos orgulho de dizer que enquanto outros Estados têm mais de uma federação, nós aqui temos uma única e esta unidade nós mostramos sempre a todas a organizações. Nosso compromisso com a luta da transformação passa hoje pela denúncia desse sistema político e dos interesses por trás do golpe. Desejo a todos durante os próximos três anos, muita sorte, muita disposição e muito vigor para que representemos bem o conjunto de bancários e bancárias do nosso Estado”, finalizou o diretor de Comunicação da Fetrafi-RS.

Fonte: Comunicação/Fetrafi-RS

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