Notícias sem cores e urtigas

Nesta segunda-feira,18, os italianos, ingleses, alemães e outras tantas nacionalidades do planeta terra largaram de mão o distanciamento social como tática de combate ao novo Coronovírus, que empilha cadáveres e cadáveres no território nacional e mundial. Com todo o respeito, o dialeto carioquês, dando boletins do Covit-19 e o juridiquês agasalhadando a demência do Jair, me tapam de nojo e deveriam ser vacinados pelo bem do jornalismo mundial.

Tal qual o batidão da cidade de São Paulo, o trem mineiro e o chiado de Copacabana, não redudam boas trilhas sonoras pro bem da saúde do nosso povo infeliz. O sotaque nordestino lava almas com carinhos e sofreguidão. Já o jornalismo da RBS é o pior de tudo, um chá de cozinha sulista de outro planeta, onde é servido diariamente um café solúvel envenenado e completamente temperado com afagos de moças serviçais de medonhos figurinos, dentaduras escuras e falsos bronzeados.

Em plena correria pra conter o avanço da pandemia, decoram o governador dos pampas e o prefeito da Capital dos gaúchos com as desbotadas cores de Copacabana. Além do deslocamento dos holofotes para obscuros personagens que nunca leram Lima Barreto, um negão cabra da peste da literatura brasileira, que jamais sonhou em morar no Leblon e muito menos no bairro Cristal de Porto Alegre. Já os governantes, pelo visto, nunca limparam a bunda com urtiga.

O alarme se faz necessário e presente na vila dos Açores por conta de que muitos, entre eles os governantes, em breve sentarão morada no Jardim da Saudade ou no território do Sossego descrito pelo negrão Barreto. Para eles, os queridos trabalhadores dos cemitérios já reservaram seus buracos pro quinto dos infernos. Eita nozes. E seguimos juntos!

Texto: Moah Sousa

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER