No início da campanha salarial, Itaú ameaça com redução de agências nos próximos anos

Enquanto os bancários de todo o Brasil se preparam para as negociações de mais uma Campanha Salarial unificada, o diretor de Varejo do Itaú, Marco Bonomi, afirmou em reunião com acionistas, semana passada, que a instituição tem planos de fechar 15% de suas atuais quatro mil agências físicas em todo o país, num período de três anos. Segundo o diretor, trata-se de uma “estratégia de atender os clientes de forma cada vez mais digital”. A degola de trabalhadores não iria parar por aí: em dez anos o banco iria reduzir pela metade as suas “agências de tijolo”. Na prática, isso significaria o corte de 30 mil postos de trabalho.

Atualmente, o banco presidido por Roberto Setubal tem 90 mil funcionários no total, sendo 60 mil trabalhando em agências. “O índice de eficiência das agências digitais é espetacular”, justificou Bonomi em sua apresentação. “Ele esqueceu de dizer que quem trabalha nas agências virtuais também é bancário”, diz o diretor do SindBancários Célio Santos. O sindicalista lembra que o Itaú vem batendo recordes de lucro e não teria porque implantar uma medida tão radical em pouco tempo, apesar do avanço da tecnologia, pondo em risco um modelo vantajoso para o banco.

Manobra contrária

“Uma informação como esta, divulgada publicamente quando todos os bancários se preparam para enfrentar mais uma campanha salarial, pode ser uma manobra para assustar e esvaziar os trabalhadores do Itaú”, complementa Célio. “Mas o importante é que todos os bancários – de todos os bancos – se unam neste momento para garantir avanços sociais, aumento salarial e melhorias nas condições de trabalho”, afirma o diretor do SindiBancários.

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