No dia do combate à LGBTQIA+fobia, coletivos preparam atos em todo Brasil

Em Porto Alegre, ato foi cancelado devido ao alerta de ciclone no Rio Grande do Sul

Coletivos que lutam contra o preconceito e a discriminação de gênero e de identidade sexual e que defendem a diversidade estão promovendo uma série de atos nesta terça-feira(17) para marcar o Dia Internacional contra a LGBTQI+fobia. Em São Paulo, manifestantes realizaram protesto, às 13h30, em frente a Assembleia Legislativa do estado, exigindo a reabertura do Museu da Diversidade Sexual, no momento fechado por decisão judicial, O grupo também cobra a implantação de políticas públicas para a população LBGTQIA+. Mais tarde, a manifestação se deslocará para avenida Paulista, com shows de vários artistas e um sonoro grito por Bolsonaro Nunca Mais! A concentração será às 16h, no vão livre do MASP.

Todas as cores

Para marcar a data, a Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Vestuário (CNTRV-CUT) leva ao ar o primeiro episódio da série “Nós vestimos todas as cores”, com as entrevistas de Augusta Baêta, mulher trans, e de Gil Santos, homem trans, ambos militantes LGBTQIA+. Ao todo, o podcast terá 12 edições, sempre publicadas às terças-feiras, às 16h ,no canal Roupa Colorida, no Youtube.

Alerta de Ciclone adia ato em Porto Alegre

Em Porto Alegre, o ato contra o Projeto de Lei Municipal que veta a linguagem inclusiva na cidade, que estava previsto para hoje, foi transferido para a próxima terça-feira(24),em razão da aproximação do ciclone Yakecan do território gaúcho. Conforme nota da Defesa Civil do estado do Rio Grande do Sul, os ventos podem atingir até 120 km/h. A recomendação é que as pessoas permaneçam em casa e evitem transitar pelas ruas da cidade durante o período da noite.

“Neste Dia Internacional de Luta Contra a LGBTQI+fobia, seguiremos exigindo do prefeito Sebastião Melo (MDB) que vete o projeto aprovado na Câmara Municipal, mais uma demonstração da insensibilidade do legislativo de Porto Alegre frente à violência que nossa comunidade sofre reiteradamente”, alerta o diretor de Diversidade e Combate ao Racismo do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários), Sandro Rodrigues.
Ele destaca que a reconstrução do Brasil passa necessariamente pelo fim do governo Bolsonaro.

“Os brasileiros já entenderam que o presidente é inimigo de gays, lésbicas e transsexuais e que só haverá paz para a população no dia em que ele sair do poder. Mesmo sem o ato desta terça, seguiremos na luta contra homofobia, bifobia, lesbofobia e transfobia”, conclui o dirigente sindical.

Fonte: CUT Brasil

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