No Brasil, quatro em cada dez bancários sofrem assédio moral no trabalho

Constatação é de pesquisa da Contraf-CUT com o Fundo para Igualdade de Gênero (FIG), realizada com 2.609 bancários de 25 estados

Uma pesquisa realizada pela Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) com o Fundo para Igualdade de Gênero (FIG), junto a 2.609 bancários de 25 estados. revelou que 60,72% dos trabalhadores entrevistados sofrem assédio moral e se sentem nervosos, tensos ou preocupados em função da atividade profissional nos bancos. Outros sintomas apontados pelos bancários são cansaço, tristeza, insônia e dor de cabeça. A pesquisa faz parte do Projeto Assédio Moral na Categoria Bancária.

Pressão cada vez maior

O estresse e o assédio estão diretamente ligados à forma como se estruturam as relações e o ambiente de trabalho nos bancos. “A categoria se sente cada vez mais pressionada em função das metas abusivas e está adoecendo por causa da prática constante de pressão psicológica e assédio moral”, explica Edelson Figueiredo (foto ao alto), diretor da Secretaria de Saúde do Sindicato dos Bancários/RJ.

Competição individual

A jornada excessiva de trabalho, muitas vezes além das seis horas diárias previstas na Convenção Coletiva da Categoria, a sobrecarga, o acúmulo de funções e a apologia da competição individual foram citados por 71% dos entrevistados como problemas nas relações de trabalho.

Barreira do silêncio

“O maior desafio do trabalhador é vencer o medo de denunciar e romper o silêncio”, explica Edelson. Os números comprovam a afirmação do sindicalista: apenas 5,2% daqueles que relataram ter sido vítimas de situações constrangedoras no trabalho falaram sobre o assédio sofrido com alguém, geralmente, da família. “O papel do Sindicato é apoiar o bancário assediado e estimular para que ele denuncie a prática de violência psicológica. A maior arma do assediador é o silêncio do empregado”, destaca o sindicalista.

Fonte: Contraf-CUT e SindBancários/RJ. Edição de Imprensa SindBancários de PoA e Região.

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