Negociações com Santander continuam na sexta, 31

Banco de horas negativas, teletrabalho, PLR e compartilhamento de dados dos funcionários devem ter resposta na próxima reunião

Reunida com representantes do banco, na terça-feira, 28, em São Paulo, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander debateu sobre o banco de horas negativas, aditivo sobre compartilhamento de dados pessoais dos funcionários e mudanças nos procedimentos de testagem para Covid-19. O banco ficou de analisar as reivindicações dos bancários e dar uma resposta na próxima reunião, agendada para a manhã de sexta-feira, 31/07.

Conforme a coordenadora da COE, Maria Rosani, o banco também propôs discutir, nas próximas reuniões, sobre teletrabalho e Participação dos Lucros e Resultados.

Banco de horas negativas

Também na manhã da terça-feira, o  banco apresentou sua proposta sobre banco de horas. A representação dos trabalhadores analisou a proposta e solicitou alterações que fossem mais benéficas para os funcionários.

Compartilhamento de dados

A COE também questionou sobre uma proposta de aditivo ao contrato de trabalho que o banco está fazendo diretamente aos trabalhadores. Assinado o aditivo os funcionários autorizam o Santander a compartilhar dados pessoais com terceiros.

Como se sabe, a Contraf-CUT e os sindicatos orientam os trabalhadores a não assinarem tal aditivo até que as negociações sobre o assunto sejam concluídas. “O banco precisa informar qual a finalidade do compartilhamento das informações pessoais de seus funcionários com terceiros. Da forma como foi feito, o documento contraria o que determina a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGDP)”, disse o secretário de Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT, Mario Raia. O tema também voltará a ser debatido na sexta-feira.

Protocolos da Covid-19

O Santander promoveu uma nova alteração nos protocolos para testagem e retorno ao trabalho de funcionários com suspeita de Covid-19, ou que tiveram contato com eles.

O banco realizou parceria com algumas redes de farmácias e fará o teste rápido (eco teste) nos funcionários com suspeita de infecção pelo novo coronavírus e naqueles tiveram contato com eles. Caso seja confirmada a contaminação pelo novo coronavírus, o funcionário será afastado e todos serão monitorados por 14 dias para verificar se há o surgimento de sintomas de Covid-19. O funcionário que testar positivo fará uma retestagem pelo método de biologia molecular (teste RT-PCR) para confirmar, ou não, o resultado.

Mais do que o tipo de teste realizado, a preocupação da representação dos trabalhadores é com a possibilidade de os trabalhadores que tiverem resultado negativo pela testagem rápida retornar ao trabalho e poder contaminar seus colegas, uma vez que este tipo de teste tem grande probabilidade (cerca de 30%) de dar resultado errado (falso negativo, ou falso positivo).

Acompanhamento

O banco se comprometeu que, independente do teste, fará o acompanhamento das pessoas por 14 dias para verificar se há o surgimento de sintomas da doença. E pediu para se aguarde um mês para que haja uma possibilidade de analisar os resultados deste novo protocolo de procedimentos. O banco disse manterá canal permanente de debate sobre esse tema e poderá rever os procedimentos caso, em conversações com os trabalhadores, se verifique algum equívoco nos mesmos.

“Fizemos algumas reivindicações. O banco vai analisar e voltaremos a debater na próxima reunião”, informou Maria Rosani do COE.

Fonte: Contraf-CUT com edição de Imprensa SindBancários

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