Marcando em cima – “Não vou aumentar imposto”

Ninguém gosta de aumento de impostos. O próprio tucanato, que reina em São Paulo há quatro mandatos, montou um imenso painel no centro de Sampa – o “impostômetro” – que indicaria a incidência de tributos pagos pelos brasileiros nos governos petistas.

Nada como um dia depois do outro.

Em crise, o governo neolib de Ivo Sartori aprovou nesta terça-feira o aumento do ICMS até 2018 (só vai valer para o governo dele…). A promessa em contrário foi só uma mentirinha de campanha, né?

De novo, BM contra trabalhadores

Por falar nisso, toda a imprensa registrou – e quem estava lá também viu – a BM batendo com vontade nos manifestantes, inclusive bancários, que protestavam contra o aumento do ICMS, que arrocha ainda mais a população. Sem falar nos servidores públicos, que têm seus salários fatiados. Entre os servidores em desespero, estão os policiais. Civis e militares. Brigadianos.

Pois estes mesmos brigadianos – que até semanas atrás estavam aquartelados em protesto contra as maldades do governo estadual – agora baixam o cassetete nos professores e outros funcionários estaduais. Que lutam, também, pelo bem estar dos brigadianos e suas famílias.

Assim que é.

Jornalismo comparado

A observação da capa dos jornais sempre é um ótimo parâmetro para medir o compromisso maior ou menor da mídia com os fatos e sua divulgação. Nesta quarta-feira, enquanto as capas do Correio do Povo, Jornal do Comércio e Metro (sem falar na Folha de S. Paulo) mostravam o espancamento dos servidores e o conflito em frente à Assembleia gaúcha, ZH preferiu estampar na sua capa uma foto da bancada governista comemorando a aprovação do aumento – que, como se sabe, desagrada toda a população. A RBS comprova, dia a dia, que está cada vez menos preocupada em fazer jornalismo.

Física quântica e a confiança dos brasileiros

Uma das causas do não crescimento atual do Brasil, apontada nas matérias da mídia, é a falta de confiança da sociedade. Só que a mesmíssima mídia que agora traz este registro, é em boa parte responsável para falta de confiança: desde o 1º dia do governo Dilma, a imprensa vem colocando em dúvida todas as ações e projetos, acusando, solapando a confiança dos brasileiros no próprio país e em quem o dirige. Avanços são omitidos ou dados com discrição; erros ou atitudes com as quais mídia e elites não concordam, viram denúncias. E manchetes.

Como diz a física quântica: a subjetividade do observador altera o comportamento do objeto do estudo (ou algo assim). Pois, o jeito como a mídia brasileira “observa” a realidade brasileira sob o atual governo, contribui diretamente para que toda a sociedade só enxergue o Brasil como um imenso problema. Verdade que não faltam motivos de críticas ao governo, hoje acuado pela ameaça de impeachment e abrindo mão de causas históricas, o que gera oposição da própria esquerda.

Mas é inegável que as digitais da mídia na crise brasileira – como sempre aconteceu, historicamente – estão muito claras, para quem quiser ver.

Saúde dos bancários

Seminário realizado pelo SindBancários, com colegas do PR e SC, comprovou com pesquisas científicas o que já se sabe: a ampliação do adoecimento da categoria, pelo assédio moral, más condições de trabalho e metas abusivas e crescentes jogadas sobre os ombros dos bancários.

Perturbação mental, LER/DORT, estresse, ansiedade, uso de medicação pesada gerando efeitos colaterais, entre outros problemas, crescem na ordem direta da lucratividade dos bancos. Hoje, chegam quase ao nível de epidemia.

A conscientização e a ação coletiva da categoria, através de suas entidades representativas, vêm enfrentando o problema. Mas essa luta precisa ser entendida e abraçada por todos.

José Antônio Silva

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