Na primeira mesa, diretoria do Badesul joga pautas econômicas para decisão do gabinete do governador

Na primeira mesa de negociação na sede do Badesul, no Centro de Porto Alegre, nesta segunda-feira, 5/10, entre representantes dos trabalhadores e da diretoria do banco não houve avanços. Os diretores do Badesul dizem que o banco passa por um período de dificuldades financeiras e jogaram decisões sobre a pauta econômica para o gabinete do governador do Estado. Ficou acertado um novo encontro, às 9h da próxima sexta-feira, 9/10, para avançar na discussão a partir da Cláusula 6 (Anuênio) da Pauta de Reivindicações Específicas dos Trabalhadores do banco.

Para o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, os representantes do Badesul procuraram ganhar tempo. Além de não se comprometer com o atendimento de cláusulas econômicas, repassaram a responsabilidade para o governo do Estado. Segundo diretores do banco, será o Grupo de Assessoramento Estadual para Política de Pessoal (GAE), ligado ao Gabinete do Governador José Ivo Sartori, que irá decidir se haverá avanços na pauta dos colegas do Badesul. Na hora do almoço, colegas do Badesul participaram do Ato de Lançamento da Campanha Salarial com o tradicional “salchipão” em frente ao banco.

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Gimenis diz que atrelar atendimento de avanços econômicos na pauta à agenda do governo do Estado é utilizar o discurso de crise para arrochar salários de servidores públicos, como é o caso dos colegas do Badesul. “Sabemos que o quadro do banco é muito comprometido com a entidade e nós defendemos a preservação do Badesul, importante para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Os funcionários não são culpados dos problemas do banco, que obedece às diretrizes de sua direção e das políticas do governo do estado, e não podem pagar por problemas que não criaram”, afirmou o Gimenis.

Renovação do acordo de 2014

Nesta primeira mesa, o banco se comprometeu com a renovação dos termos do acordo coletivo de 2014 até a assinatura do acordo de 2015. O acordo foi garantido pela superintendente de Gestão de Pessoal do Badesul, Bianca Borges, que representou o banco na primeira reunião da campanha salarial na manhã desta segunda-feira, 05/10.

Nesta terça-feira, 06/10, inicia a greve geral dos bancários em todo o país por tempo indeterminado. Em razão disso, Gimenis  sugeriu que o Badesul já proponha um calendário de negociação. “Isso resguarda o banco e os bancários, na medida em que muitas vezes a greve nacional com a Fenaban termina antes e as negociações ainda continuam por aqui, com desgaste para todas as partes”, disse.

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Isonomia

Em relação às vantagens específicas para os diferentes quadros de funcionários, uma das cláusulas que, nos últimos anos, tem mobilizado os colegas do Badesul é a isonomia de benefícios para todos os funcionários. “Isto hoje é quase uma regra geral normal geral nos bancos públicos”, acrescentou Gimenis.

O diretor do SindBancários, Sergio Hoff, ressaltou a importância da mesa de negociação e os avanços. “Ninguém quer matar a galinha dos ovos de ouro.A pauta relativa ao Badesul é muito mais modesta que a de bancos que tiveram lucros exorbitantes”, disse.

Greve nacional

A respeito da greve nacional, Gimenis afirmou que neste ano a mobilização deverá ser mais forte, frente ao endurecimento dos bancos: “Desde 2004 os bancários obtêm aumento real, além da inflação, mas os banqueiros agora querem retroagir, tendo oferecido um reajuste de 5,5% que representa a metade da inflação do período”, enfatizou.

Aprovação do GAE

A superintendente de Pessoal do Badesul, Bianca Borges, evitou se comprometer com questões de caráter financeiro, afirmando que estas precisam ser aprovadas pelo Grupo de Assessoramento Estadual para Política de Pessoal (GAE), ligado ao Gabinete do Governador. “Não temos interesse em criar qualquer passivo para o Badesul”, disse o assessor jurídico do Sindicato, Antonio Vicente Martins.

Os diretores e delegados sindicais recordaram que a atual situação do banco, conforme apresentada, não será eterna: “Daqui a alguns meses podemos voltar a discutir algumas clausulas”, disse Gimenis. Para ele, o importante agora é fechar um calendário de negociação, e quando sair a decisão da Fenaban, os bancos públicos podem fazer seus cálculos. “Mas vale lembrar que se o Badesul apresentar antes uma proposta, ela poderá ser aprovada”, concluiu.

Fonte: Imprensa SindBancários

 

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