Mulheres repudiam propaganda de privatizações

Marcha Mundial das Mulheres e Secretaria das Mulheres da CUT-RS lançaram nota de repúdio ao uso de imagem de grávida para vender setor energético

A Marcha Mundial de Mulheres do Rio Grande do Sul e a Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT-RS divulgaram na tarde desta segunda-feira, 1º/7, uma nota conjunta, repudiando a propaganda mentirosa do governo Eduardo Leite (PSDB) a favor das privatizações da CEEE, CRM e Sulgás que usa a imagem de uma mulher grávida.

A campanha de mídia, lançada há poucos dias da votação dos projetos de lei do governador no plenário da Assembleia Legislativa, prevista para ocorrer nesta terça-feira, 2/7, inclui anúncios em rádios, televisão e páginas inteiras de jornais para defender a entrega das três empresas do setor energético do povo gaúcho, enquanto o governo atrasa, parcela e arrocha os salários dos servidores há 43 meses.

Leia a íntegra da nota das mulheres:

Nota de repúdio à propaganda mentirosa do governo Eduardo Leite sobre privatizações

Os anúncios da campanha de mídia do governo Eduardo Leite a favor das privatizações da CEEE, CRM e SULGÁS se apropriam, de forma indevida, mentirosa e apelativa, da imagem de uma mulher grávida, tentando passar a ideia de um futuro melhor.

As privatizações nada têm a ver com a geração de uma nova vida, mas sim com a destruição do patrimônio público, podendo colocar as empresas do ramo energético nas mãos de um único grupo poderoso de empresários, gerando um futuro de desmonte aos acessos a recursos públicos fundamentais para a vida das mulheres e de suas famílias, como o gás de cozinha e a energia elétrica, serviços fundamentais que o estado tem a responsabilidade de manter. A maioria das mulheres discorda da venda das empresas públicas.

Já se verifica o aumento do número de acidentes por queimadura em mulheres que, sem outra alternativa, tiveram que começar a cozinhar com madeira, carvão ou álcool, pois o preço do gás de cozinha está absurdamente alto. Isto tende a aumentar à medida que se aprofundam os desmontes das políticas públicas, que visam atender a população com os bens comuns como energia, gás, água e alimentos.

Repudiamos o modelo de desenvolvimento para o estado do RS que querem que aceitemos goela abaixo sem discussão democrática e participação popular. As privatizações, que as propagandas tentam mostrar como a melhor solução para sociedade, têm como um de seus objetivos transformar o RS em um grande canteiro de obras, com quatro projetos de megamineração, sendo um deles a maior cava de mineração de carvão do Brasil, que expulsará famílias assentadas que produzem alimento orgânico e de qualidade para toda região metropolitana de Porto Alegre.

Os lucros ficam às multinacionais e os impactos negativos e socioambientais à sociedade e, principalmente, às mulheres, que na história das minerações do país sofrem com o aumento da prostituição e da violência nas regiões mineradas, além da perda de território para plantar e água para viver e garantir os cuidados da família.

Afirmamos outras soluções para melhoria de vida da população gaúcha como a valorização dos territórios, dos saberes e das vidas ali existentes. Afirmamos também a produção de alimentos agroecológicos como um caminho popular e soberano, garantindo renda e trabalho. As mulheres repudiam esse afronte a nossa imagem e exigem acessos a recursos públicos fundamentais para a vida com dignidade e soberania.

Porto Alegre, 1º de julho de 2019.

Marcha Mundial das Mulheres RS

Secretaria da Mulher Trabalhador da CUT-RS

Fonte: CUT-RS

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